Não peço que me entenda,
Porque nem eu entendo.
Não peço que me estenda a mão,
É preciso aprender com o sofrimento.
Não quero que me ame,
se não for de coração
Nem te quero por inteiro,
Me serve só uma fração...
Eu não faço poesia,
Há regras demais.
Eu não traço prosas,
Esqueço os finais.
Eu te peço companhia,
Que seja meu "partner in crime",
Que consiga ver além.
Sou alguém que só pede respeito,
amizade e carinho,
Te devolvo tudo e muito mais.
... mas de que adianta você, independente de quem seja, vier como todos, que vem com o fluxo? Sou a torre do farol, posta contra a maré, que quebra as rochas em que me baseio, que leva à ruína meus fundamentos. E você, como uma gota de mar, não apenas me desestrutura, mas um dia me levará ao chão.
(Olá, pessoal. Estou triste, como podem notar. Carente, vendo que meus esforços não recebem reconhecimento nem quando concluo etapas importantes, visíveis. Infelizmente tudo que posto sobre como as pessoas não rasas e vazias é o que eu recebo delas, mesmo me derramando, me doando em todos os sentidos. Cada vez mais fria, por cada vez que só recebo mais amargura de quem um dia se disse amigo. Minha sina é seguir sozinha, com bem poucos ao meu lado. Mas enfim, não pretendo agradar gregos e romanos. Meu desejo é só um pouco de humanidade nos corações...)
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Divagações
É muito difícil substituir uma pessoa, mas logicamente várias pessoas podem exercer funções similares em nossas vidas. Hoje, nesse momento, eu compartilho com vocês uma ansiedade. Um sentimento engraçado de sentir: gostar de forma semelhante (com diferenças) de pessoas bem diferentes.
Gostar com um sentimento de proteger, de querer fazer parte da vida daquela pessoa.
Confesso que me sinto mal por isso, gosto de dedicar meu afeto de forma direcionada... Mas as pessoas são diferentes e fazem você se apaixonar por elas em graus diferentes, e por mais que o sentimento seja parecido, começo a descobrir que elas querem receber de modos exclusivos a sua parte na atenção do dia-a-dia.
Divagações de quem sonhou com uma história meio "Dona Flor e seus dois maridos". Não, não me passa nem ter um quanto mais dois maridos. Mas através de sonhos, a vida fornece dados de que teremos muito a negociar com as pessoas em questão.
Gostar com um sentimento de proteger, de querer fazer parte da vida daquela pessoa.
Confesso que me sinto mal por isso, gosto de dedicar meu afeto de forma direcionada... Mas as pessoas são diferentes e fazem você se apaixonar por elas em graus diferentes, e por mais que o sentimento seja parecido, começo a descobrir que elas querem receber de modos exclusivos a sua parte na atenção do dia-a-dia.
Divagações de quem sonhou com uma história meio "Dona Flor e seus dois maridos". Não, não me passa nem ter um quanto mais dois maridos. Mas através de sonhos, a vida fornece dados de que teremos muito a negociar com as pessoas em questão.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Recriar
Há fases na vida em que simplesmente paramos de buscar nossos erros porque eles cavalgam em nossa direção, na velocidade de um atropelamento de ideias. Nessas fases, eu busco sempre esvaziar tudo que há de velho ao meu redor, para que dê passagem ao novo.
Atualmente me encontro em uma dessas fases. Muita faxina, vários e vários sacos de lixo, muito cansaço. Purificar é exaustivo, depressivo e doloroso. Mas purifiquemos!
Purificar. Não há como realmente nos tornarmos puros, mas conseguimos eliminar o que há de sujo, incorreto, à nossa volta. Neste momento, purifico-me dos erros amorosos do passado. Errei demais. Escolhas sempre existem, mas onde estava a razão para nos tirar as dúvidas? Consigo conceber ideias antagônicas em meu passado, e é delas que pretendo me livrar. Assim como das pessoas que elas representam.
É, e acho todas as vezes que escrevi em pequenas notas o que por ele senti. Ansiedade em recriar momentos do passado, por mais que esses momentos, os originais, tenham sido bem dolorosos. Na verdade, uma mistura de alegria intensa que abria um entreato da tragédia pessoal que eu vivia. Sentimentos nostálgicos curam, não é?
É assim que me sinto. Fazem algumas noites que sonho com ele, meu pierrot. Mas me sinto mais idiota que todos, por ter sido incapaz de tratá-lo como merecia quando eu realmente o tive próximo, lá no passado. Agora, ele é só parte de uma memória, grandiosa e bela. Mas irreal. Não o tive. Provavelmente nunca o terei ao meu lado novamente. Mas é parte do meu momento ansiar pelo ideal, por mais que com isso eu sofra. Pelo menos, não cometo mais os mesmos erros.
Atualmente me encontro em uma dessas fases. Muita faxina, vários e vários sacos de lixo, muito cansaço. Purificar é exaustivo, depressivo e doloroso. Mas purifiquemos!
Purificar. Não há como realmente nos tornarmos puros, mas conseguimos eliminar o que há de sujo, incorreto, à nossa volta. Neste momento, purifico-me dos erros amorosos do passado. Errei demais. Escolhas sempre existem, mas onde estava a razão para nos tirar as dúvidas? Consigo conceber ideias antagônicas em meu passado, e é delas que pretendo me livrar. Assim como das pessoas que elas representam.
(vejo-me revivendo um sentimento por alguém do passado)
É, e acho todas as vezes que escrevi em pequenas notas o que por ele senti. Ansiedade em recriar momentos do passado, por mais que esses momentos, os originais, tenham sido bem dolorosos. Na verdade, uma mistura de alegria intensa que abria um entreato da tragédia pessoal que eu vivia. Sentimentos nostálgicos curam, não é?
"Poupe-me dos mesmos erros, das falsas virtudes e dos imbróglios amorosos. Quase tão paralisada pela minha própria inaptidão para a emoção quanto você, incapaz de se desvencilhar das bebidas e filosofias. Show para boêmios, somos dois palhaços canastrões, com alguns poucos trocados e ainda menos amigos a aplaudir. Ao fim da noite, ainda espero teus braços; senão passe livre para o paraíso, pelo menos interstício do inferno..."
É assim que me sinto. Fazem algumas noites que sonho com ele, meu pierrot. Mas me sinto mais idiota que todos, por ter sido incapaz de tratá-lo como merecia quando eu realmente o tive próximo, lá no passado. Agora, ele é só parte de uma memória, grandiosa e bela. Mas irreal. Não o tive. Provavelmente nunca o terei ao meu lado novamente. Mas é parte do meu momento ansiar pelo ideal, por mais que com isso eu sofra. Pelo menos, não cometo mais os mesmos erros.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Feliz na falta
Hoje acordei motivada em um pensamento: o que é preciso para ser feliz. O que é preciso para você, que me lê nesse instante, se declarar feliz? Mais dinheiro, mais saúde, mais amor? Certamente alguma coisa lhe deixaria mais feliz do que você está agora. Mas mais felicidade te completa, ou te estraga?
Falta muita coisa para eu me declarar feliz, mas ao mesmo tempo eu sou feliz. Ter tudo não me faria feliz, lutar por aquilo que eu anseio é que me realiza. Seria assim só comigo?
Falta dinheiro, mas me realizo conforme arrumo jobs; gostaria de estar mais saudável, mas as pequenas melhoras são satisfatórias, e não me falta amor, falta quem o mereça.
Falta simplicidade, falta poesia, falta filosofia, falta paz à vida das pessoas em geral. Mas não para a minha.
Falta muita coisa para eu me declarar feliz, mas ao mesmo tempo eu sou feliz. Ter tudo não me faria feliz, lutar por aquilo que eu anseio é que me realiza. Seria assim só comigo?
Falta dinheiro, mas me realizo conforme arrumo jobs; gostaria de estar mais saudável, mas as pequenas melhoras são satisfatórias, e não me falta amor, falta quem o mereça.
Falta simplicidade, falta poesia, falta filosofia, falta paz à vida das pessoas em geral. Mas não para a minha.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Rótulos humanos
Sistematicamente, eu avalio as pessoas. Todas as pessoas, mesmo aquelas que querem se diferenciar das outras, podem ser "encaixadas" em um padrão. Não é simples, não mesmo. Mas é visível essa relação. As pessoas escolhem o rótulo pelo qual elas querem ser vistas.
Desde que pedi as contas do último emprego, conheci muita gente. Muitas embalagens sem rótulos definidos, muitos sorrisos de Monalisa em minha direção. Ainda que eu não queira saber o que cada um realmente é, eu sempre acabo por visualizar rótulos.
E o que mais me incomoda é quando esses rótulos vêm escrito "perigo: veneno" ou "cuidado: usar com cautela". Não que eu use pessoas, mas quando você não pode mergulhar de cabeça em uma personalidade, por que então se aventurar em conhecê-las?
Mas em algumas embalagens vêm escrito: "novidade", "aroma intenso", até "rende mais"... e que belo convite, heim?
Sinto-me anestesiada com tanta informação, tanta gente nova, tantos nomes, tantas faces. Muitas embalagens! Já se perguntou como se sente uma criança que ainda não sabe ler, mal entende o que se passa e é levada a um supermercado? Não é a toa que elas abrem o berreiro, é desesperador! Por que esse a gente pode e esse outro a gente não pode beber? Por que esse é importante e esse outro não? Por que tantos "por ques" surgem em nossa mente? Assim...
E quando se é adulto, a resposta é tão automática que não é preciso ler: "Porque não pode!" E pronto. Mas será que o mesmo funciona com as pessoas? Será que não é possível reler os rótulos, sabe quem é ou não nocivo à saúde?
Acho tedioso quando dizem: foi por engano. Não, não foi. É preciso ousar, testar o diferente. Principalmente quando se avaliam pessoas. Reúno-as todas em um balaio, vejo quem vai me administrar a melhor junção para o dia e assim vou. Seria eu louca de beber detergente? "Deter gente" sempre me pareceu um nome de poção... Tipo aquelas que prometem o ser amado em pouco tempo.
Mas eu uso rótulos em forma de roupas, uso aromas em forma de perfume, uso sabor em forma de palavras e gestos. E a essência, ah, o que eu realmente faço... É preciso mergulhar em uma personalidade para conhecê-la...
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Um delírio de amor...
Todos os dias alguém me fala que está apaixonado, amando ou que encontrou a alma gêmea. É estranho como as pessoas gostam de noticiar quando encontram alguém para se relacionar, a famigerada "outra metade da laranja".
Eu estive algum tempo fora da net pelo meu retiro, para fazer meu balanço emocional, mental e físico, como já tinha previamente mencionado que faria. Demorou mais do que eu gostaria. Nesse tempo, só facebook e e-mail, para alimentar o bicho interno chamado Curiosidade. E esse meu amigo, que vive navegando pela minha cabeça, me instigou a analisar profundamente os casais que conheço.
Vida exposta, brigas públicas, crises de ciúmes por razão aparentemente inútil. Coloco que quase 100% dos casais demonstraram ter um objetivo mas deixaram que a situação corresse inversa. Todos buscam aquela perfeição, dos casais compreensivos (com os amigos muito íntimos da namorada e as amigas desconhecidas e tão perfeitinhas do namorado), que nunca se estressam (por causa da visível falta de noção do(a) parceiro(a))... Um delírio, o Delírio do Amor perfeito.
Vamos lá:
A essa altura você já entendeu que não dá para procurar a pessoa perfeita. Por isso que eu digo que essa relação ideal é um delírio de amor. Eu ficaria satisfeita não em encontrar o homem perfeito, mas sim um que entenda que nós sempre seremos um rascunho, um projeto inacabado, capaz de mudar até o último instante, mas ainda assim decidisse investir, acreditar que esse "projeto inacabado" é bom, mesmo que nunca se torne uma grande obra de arte...
Eu estive algum tempo fora da net pelo meu retiro, para fazer meu balanço emocional, mental e físico, como já tinha previamente mencionado que faria. Demorou mais do que eu gostaria. Nesse tempo, só facebook e e-mail, para alimentar o bicho interno chamado Curiosidade. E esse meu amigo, que vive navegando pela minha cabeça, me instigou a analisar profundamente os casais que conheço.
Vida exposta, brigas públicas, crises de ciúmes por razão aparentemente inútil. Coloco que quase 100% dos casais demonstraram ter um objetivo mas deixaram que a situação corresse inversa. Todos buscam aquela perfeição, dos casais compreensivos (com os amigos muito íntimos da namorada e as amigas desconhecidas e tão perfeitinhas do namorado), que nunca se estressam (por causa da visível falta de noção do(a) parceiro(a))... Um delírio, o Delírio do Amor perfeito.
Vamos lá:
- NÃO EXISTE pessoas perfeitas - sim, seu namorado ou namorada peida, arrota, tem meleca no nariz e precisa fazer tosa (pelo menos higiênica) constantemente. Isso nós herdamos dos macacos... Quer uma pessoa que não faça isso? Espero milhões de anos para haver outra espécie evolutiva.
- procuramos a PERFEIÇÃO QUE NÃO TEMOS - sim, procuramos alguém que nos complete, que venha a nos suprir no setores que somos falhos. Por exemplo: se sou desregulada com dinheiro, procuro alguém que saiba controlar para que eu sempre tenha dinheiro. Se eu nada sei de cozinha, procuro um chef. Enfim, pólos ativos no que somos passivos e vice versa. Mas essa junção nunca é muito perfeita, o que faz com que vivamos à procura do encaixe do Lego com o Playmobil.
- casais perfeitos se bastam MUITO BEM SEPARADOS - ora, a não ser que você tenha um siamês, você só nasceu grudado a sua mãe. E é isso que a maioria dos parceiros esperam. Recorde-se sempre: após os 18, você não deve satisfação dos seus atos nem para a sua mãe... Somente para a Justiça (vai que resolve cometer um crime, né?)! Ou seja, se deixar que role hoje a cobrança, "aquele que cobra será cobrado", e por aí vai. Só faça aquilo que quer que façam com você. Por isso homens são sinceros e mulheres são observadoras. Os homens só querem que sejamos sinceras e nós, que eles consigam entender apenas de observar os pontos importantes.
A essa altura você já entendeu que não dá para procurar a pessoa perfeita. Por isso que eu digo que essa relação ideal é um delírio de amor. Eu ficaria satisfeita não em encontrar o homem perfeito, mas sim um que entenda que nós sempre seremos um rascunho, um projeto inacabado, capaz de mudar até o último instante, mas ainda assim decidisse investir, acreditar que esse "projeto inacabado" é bom, mesmo que nunca se torne uma grande obra de arte...
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Ausente e ausente novamente... Mas sempre voltando
É, mais uma vez fiquei ausente. Falta do que falar certamente não foi. Amigos, confesso: medo! Medo de quem está lendo, medo de me interpretarem erroneamente. Tentei começar outro blog, menos pessoal. Não deu certo, não houve o relacionamento emocional que há com o nullpunkte. AQUI, posso dizer, esta a minha vida. Sim, minhas mudanças de planos, minhas instabilidades, quedas e reerguidas. Elas pautam esse blog. Meu motivo: sou geminiana, já falei da teoria de Rute & Raquel. Vi muita coisa e conheço muita gente, minha vida ganhou polaridades que eu não pude escolher. Quando dei por mim, já estavam lá.
E toda vez que me aprofundo entre elas (as polaridades), volto para cá. Meu porto seguro, meu "in between"... Ou seria meu único porto?
Tenho textos acumulados nesse meio tempo. Não, não pretendo postá-los: relendo, eu acabo por mostrar quão cruel eu posso me tornar até quão idiota me transformo para agradar...
Mas podem aguardar: "Eu voltei, mais uma vez!"
PS: Teoria confabulada sobre as idas e voltas - o blog é como eu, some de vez enquando. Porque eu sumo? Poxa, eu não sumi... sou onipresente!
E toda vez que me aprofundo entre elas (as polaridades), volto para cá. Meu porto seguro, meu "in between"... Ou seria meu único porto?
Tenho textos acumulados nesse meio tempo. Não, não pretendo postá-los: relendo, eu acabo por mostrar quão cruel eu posso me tornar até quão idiota me transformo para agradar...
Mas podem aguardar: "Eu voltei, mais uma vez!"
PS: Teoria confabulada sobre as idas e voltas - o blog é como eu, some de vez enquando. Porque eu sumo? Poxa, eu não sumi... sou onipresente!
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