sábado, 1 de setembro de 2012

Sobre a necessidade

Há em nós uma constante necessidade de aperfeiçoar, ter coisas novas e melhores. Sempre que alguém me fala que não se apega, que deseja sempre a última versão daquele produto e tal, eu me remeto a esse pensamento. Mas o que eu vejo hoje é um misto de desprezo por aquilo ou aqueles que sempre te ajudaram com um certo comodismo do velho em não pensar diferente.

O problema é que um dia todos seremos obsoletos, ultrapassados. Tentamos em vão não aplicar data de validade a nós mesmos, mas não chegamos nem perto de conseguir estender nossas utilidades. Se conseguíssemos entender que ser útil é mais importante do que ser importante. É como querer fazer qualquer receita culinária sem colher. "Vai que é tua, dedão!" pra mexer um suco simplesmente não dá!

Mas é normal (apesar de muitos estranharem) a infidelidade a tudo que temos, a quem sempre nos quis bem... Tão normal quanto primitivo. Quando os prazeres todos são realizados, voltamos ao desprezo, à necessidade de coisas melhores. Bestial como também seremos postos de lado - ou alguém pensa como o Rei Sol? Se tem dúvida, o que é ele hoje senão só uma página dos livros de História?

Uma hora também morreremos e não haverá páginas para nós nos livros de História...


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sobre o não estar...

Estou em crise interna hoje, nada de bom vai sair. Nem texto, nem prosa. Muito menos boas palavras. É como se meus eus internos brigassem, tivessem tirado o dia para lavar a roupa suja. Tudo bem, mas...

Quando a razão e a emoção não conseguem centrar em um objetivo, somos vários e todos inúteis. Quando somos um sem objetivo, também somos inúteis. Passaremos a ser útil, inclusive para nós mesmos, quando unificados podemos ver claramente as prioridades.

Haverá dias em que você olhará pela janela e questionará sua missão.  Haverá momentos em que o desânimo certamente o abaterá. Mas é seu objetivo e a distância percorrida que não te farão desistir!

Abraços... Vou procurar minha criatividade por aí!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Flâmula

Flâmulas na parede do quarto. Lembro das cores, não lembro dos símbolos. Olhava o sol que entrava pela fresta da janela, avisando que o dia já ia tarde. Você rapidamente fechou-me os olhos: tempo não era para ser alguma ameaça ao fim deste dia, dizia. Sua perna me prendia: nada poderia romper aquele pacto de eternidade dentro do quarto.

Fome. Você me deixa as cobertas e sai em busca da cueca perdida. O torso nu à meia-luz revela as marcas da noite. É a pizza de ontem, mais gostosa que antes - muçarela com tomates, nossa favorita. A fome do corpo é a fome da alma. Somos cativos desse desejo primitivo de alimentar a carne. 

Acaba a pizza, acaba o corpo, acabam as forças, acaba a luz. Você me chama: 2º round? Antes, tire o molho que cobre os lábios, limpe a boca. Sem guardanapo, vai na flâmula mesmo...

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Finda

O que vale a minha espera? De que é feito o teu desejo? Coisas efêmeras, voláteis, perecíveis no tempo e espaço. Não te pertenço, como não pertenço a ninguém. Nem posso dizer que tenho algo, pois o vazio completa o aterro sobre as emoções passadas. Não são flores, nem cubos de gelo, são detalhes de momentos iguais a esse, de infortúnios repletos de esquecimentos iguais ao teu.

Soube que as flores cortadas não conseguem esperar pelo nascer do sol. Soube também que os anseios dos amantes são os braços do ser amado, pela necessidade de sentir o calor do outro. E você repete o erro de achar que é eterno...

Não me traga flores. Não queira meus abraços. Antes tivesse aberto a porta, na hora em que chove... Eterno é um segundo de um desejo não realizado!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Toque-me

Toque-me. Fale comigo. Sinto seu corpo mesmo estando tão longe. Sinto sua alma. Nada além de troca de olhares, mas teu olhar se revela como uma janela para tudo aquilo que eu sempre quis. Não é amor à primeira vista, é a chegada de nossos dias de glória.

Minhas dúvidas se tornam certezas, tuas mãos em minhas curvas, toda a insegurança já era. Quero viver como os boêmios, festejando esses momentos, mas vivo como os poetas, que vivem para relembrar algo que nunca aconteceu. Fale comigo!

É a estranheza de nossos súbitos encontros, marcados pelo olhar inquisitivo, outro mais fraterno e até um mais adocicado, que alimenta minha esperança de poder desvendar os teus mistérios, tão atraentes! A esperança de que seja mais que um olhar. Toque-me!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Coincidências

Coincidências não existem. Nós as causamos, com ou sem intenção declarada. Assim como dois corpos não ocupam o mesmo lugar, uma ideia não habita duas cabeças. Podem ser parecidas, mas não iguais.

Eis que você aparece no mesmo lugar que eu, chega e me diz "Que coincidência!"... E tão logo tudo me parece um déjà vu, a repetição constante da mesma sequência de frases. Cavamos, meu amor, essa semelhança inaceitável de atitudes desde que nascemos. Padronizamos nossos comportamentos ainda no ventre, pela falta de espaço. E agora seguimos padrões de espaço pela falta de comportamentos diversos. A cama pequena, para sermos apenas dois deitados nela; a TV no centro, para aprendermos como pensar, e só tem água na torneira, não beberemos nada especial.

Coincidência então que seja assim para todos aqueles que estão padronizados como nós?

Abra espaço: quero deitar no tapete e juntaremos mais seis; joga a tv para o canto, para apoiar as flores; ponha uma bica de vinho, e beberemos a Baco, e iremos admirar a luz da lua, entrando pela janela. Inverta as coincidências em atos feitos pela nossa vontade de viver!

domingo, 26 de agosto de 2012

Amor

Amores amam amar o amor!


Não sei porquê mas adoram me questionar sobre o amor. Se nem os poetas conseguiram decifrá-lo, traduzi-lo ou quiçá gerar um manual de convivência, como posso eu explicar o amor? Não há sarcasmo que lhe retire a importância, nem lauréis que lhe vangloriem!

É tão súbito que surge seu significado. Dizia Machado de Assis, n'O Espelho, que há duas almas, a de dentro e a de fora. Pois se me exigem hoje uma resposta, eis o que digo: Amor é a tua alma fora de teu corpo - não te pertence, mas te transforma. Ocupa o tangível e o intangível, preenche as lacunas do teu viver. Mas é algo além de ti. Viver nada mais é que a eterna procura dessa parte que te completa...

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Uma noite completa, uma viagem solitária por dentro dos pensamentos, um sonho. Eu estava exausta: o cansaço físico eleva a satisfação de uma noite bem dormida. Meu prazer era mental, o êxtase vinha de música e pensamentos. Saber que ele não sofrera era o elixir do momento. Suicídio, dor, sangue. Nada disso viria abruptamente interromper aquele encontro. Almas irmãs, plácidas em uma espécie de coexistência permitida pela separação. Nosso encontro mental foi também uma forma de união, jamais permitida pelo tempo ou espaço. Teu ser completo, em paz.

Lágrimas correriam, mas não há de te magoar por isso. Minha felicidade plena de sentir teu ser próximo do meu é superior a qualquer tristeza a vir me abater. Olhos da noite, pó no vento, fogo da lua, inspiração pura. Não é amor, é fraternidade. És anjo de criação, liberto, ser de luz.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Acenda!

As forças não mais se juntam, elas se esvaem. E os cabelos caem. Tal qual os fios no chão, as forças extraídas nada mais formam do que lixo. E um lixo enorme, que se forma a cada dia em um monstro sanguessuga.

Depressão. Vem um composto de lágrimas que corre para preencher o vazio que os outros abrem. Mas quem deixou eles entrarem senão nós mesmos? É de vocês que hoje eu corro, para que não tirem de mim o nada que eu tenho. Inveja, ciúme besta. E esse discurso de superioridade de quem nada tem também... Hoje eu corro para bem longe de vocês. Corro com todo o meu amor. Corro pela minha vida.

Ah, a liberdade! Tem gosto da luz do sol e o perfume cítrico do homem que me beija. Cores quentes como o calor do fogo, eis a vestimenta da liberdade. Acenda a luz para espantar as trevas, meu amor! Acenda o fogo da liberdade para qual corremos tanto! Acenda, apenas, e dê adeus à escuridão. E ascenda de toda a ilusão...

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Beleza do frio paulistano

Mais um dia frio na cidade de São Paulo. As pessoas estão bonitas e, veja lá, eu estou sóbria a dizer! É uma beleza pertencente ao frio, onde corpos esculturais dão lugar aos mais belos casacos e suas misteriosas combinações. Eu costumo dizer: o instinto namora o verão e a sedução namora o inverno. O inverno nos limita, mas com criatividade e bom gosto, não há problema estético que persista no inverno.

Comentava ainda outro dia o desespero de alguns conhecidos em arrumar quem ajude a esquentar o colchão. Eu, como boa solteira que sou, arrumei uma bela solução: manta de microfibra e secador de cabelo. Substitui completamente a necessidade de pagar um jantar, comprar a bebida e não irá replicar com minha TPM matinal e meu perfeccionismo. O travesseiro abraça como poucos e o espaço na cama é como uma piscina térmica, onde não há limites e você se lembra de como deveria ser bom ser um feto, ainda na barriga da mamãe...

A única coisa é que o travesseiro não beija, não tem a mão pesada que acaricia e a voz... Ah, ninguém responde. E também ninguém levantará para buscar qualquer coisa na cozinha! É só você. Eu? Eu durmo sim, mas de cansaço, quando nada disso faz diferença. Até o sono vir, estou por aí, socializando com os mais novos "belos" da cidade fria de São Paulo...

quinta-feira, 21 de junho de 2012

São Jorge

Vi a sua mão, cheia de anéis. Que medo senti, um maior que o outro. Casado, talvez. Mafioso, quem sabe? Eis que se aproxima e em um ato de cavalheirismo, abre a porta do carro. Ao fechá-la, bate o pino. É São Jorge em seu dedo anelar! Curiosa como sou, observei. Certamente torcedor do Corinthians, ou está a serviço para matar o dragão?


Mas nas suas várias facetas, eu via mais comparativos com o santo do que ele mesmo admitiria. Com certo olhar de burguês, está entre a plebe a caminhar. Não é santo, foi rebaixado e perdeu as asas. Age agora como nunca outrora. É, cadê teu cavalo branco e tua lança? Mas ainda tenta sobrepujar: esgueira o olhar, fixa e mata. Casado, não sei. Mafioso, possível. A serviço de São Jorge, para matar a todos, inclusive o dragão!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Eu voltei! (+ "Luzes!")

É, fiquei sem internet. Agora consegui regularizar meu acesso... Amanhã, texto novo! ;)

Por enquanto: Luzes!

Senti uma luz clara entrar pela janela. Linda, calma, azulada. O assobio do vento a anunciava. "Por que amanhece?", uma vez eu te perguntei. Você sorriu me dizendo que era preciso muita luz para ver as coisas belas do mundo. Ruborizada, vi em teu olhar, marcado pelos anos a mais, sofridos, que a luz do farol era a chave para descobrir o mundo. Só que mudei a ti também: admiras a luz agora, meu amigo, pois sabe que nada é belo se não houverem luzes para iluminar!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A chegada

Você chegou! Que bom, queria mesmo que viesse! Estava com saudades, já pensava que teria de ir atrás de você até o inferno ou sei lá em que bocada você se escondeu. Poxa, por que não ligou? Eu não mordo, a não ser que você peça! E se pedisse, eu sei que ia gostar. Porque eu não ia morder forte, ué! Devagarinho, sentindo sua pele em meus lábios, o gosto, o cheiro. 

Arrepiou? Pois é, eu te conheço! Você sempre tão abusado, tão safado e eu, a recatada, a fina, a "pra casar". Achava que eu não sabia te impressionar, te deixar tarado? Sonhava em beliscar sua bunda desde que te conheci! Sua cara de badboy, o festeiro da faculdade. Mas quando você me sorriu, eu sabia que eu teria você comigo algum momento, entre quatro paredes. Ah, meu amor, todas as outras mulheres que te conheceram não viram o teu sorriso como eu vi! Um sorriso de "te pego lá fora", que chamava para uma guerra que eu queria entrar! 

E lembra quando você ficou bravo comigo, porque eu fazia doce? Tudo que eu queria era te fazer um dengo, mas você se fechou de tal forma... Aí hoje eu fico tentando chamar sua atenção, curto tudo que você faz, adoro teu jeito fugaz de querer me ignorar. Mas querendo eu preencho os espaços, e fiz você chegar. E aqui você está!


Aqui, em meu peito...

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Desculpem os dias sem postar, mas meu site profissional está pronto!!! http://www.wix.com/viviankecioris/viviank - visitem!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A benção da Loucura

Baguncei o meu quarto, desarrumei a cama, joguei no chão o cobertor. Corri pelas escadas, despenteei os cabelos, chutei a lata de lixo. Queimei a comida, salguei o suco e adocei o feijão. Larguei a roupa no chão, rasguei a correspondência, derrubei o portão.

Ensandecida, eu? Não, manifestei minha normalidade. Tua ausência me completa de loucura, teu olhar é meu calmante, teu abraço é meu remédio tarja preta. Quero transcender você, mas não resisto a doses homeopáticas do teu ser!

Você nunca me nota, sequer me vê. Mas que triste sina é meu viver!

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Somos todos loucos, malucos, pirados. No escurecer do dia, você olhará a lua encobrir o sol e lembrará do sorriso encoberto de lágrimas. Mas quiseram os deuses que a memória fosse fraca e que o eclipse durasse nada - as lágrimas secaram, o sorriso voltou. A loucura é uma benção, a brincadeira de ser continua. A diversão é a vida maluca, e os insanos são felizes.

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Ás de criações deliberadas, muitos novos projetos e pessoas empolgadas. Adoro o eclipse solar de Gêmeos para começar a nova fase!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Nossa arte

Deite-se, pois em prosa eu me revelo. Seja meu ás poético, guardião feroz, tenro algoz. Tribal, nu, macho. Eu declamo poesia para ouvidos futriqueiros, para que Zephyr os leve para longe dos nossos corações ligeiros. Você é feito de desejo, músculos e atos, enquanto eu completo a canção com clarins, cabelos e unhas - devidamente fincadas em seus braços.

Mas você é o artista, e no fim dos dias, faz imagens de sonhos em cor. Revela meu preto e branco, o melhor e o pior do meu amor. E não me olha, convidativo. Sua imagem é ainda um anseio, teu corpo meu labirinto, tua alma meu exílio.

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Inspiração. Inspirador, me inspira, me transpira, me exala, me exila, me anima! Mas não, me ignora, me desola, me afasta, me desgasta. Não me ama, não me odeia... Não me esquece na solidão?

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**Mais duas micro-prosas, que beberam da fonte do Tatuado...

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Co(r)po

Sentados, com os olhos parados em um copo. Eu não entendia como ele não percebia a que ponto chegamos. Anos de convivência pacífica que dependiam de um sinal iluminado que determinaria as mais bruscas mudanças pela qual passaríamos. Ele queria guerra. Eu não sabia bem o que eu queria.

Não fazia muito tempo que nos reencontramos. O acaso fez sua parte para que todas as minhas tentativas de revê-lo fossem bem sucedidas. Perto dos olhos, mais perto do coração. Distante ainda próximo, e era tão próximo quando era distante...Eu havia errado em relação ao seu coração. E havia errado sobre o meu também. Gosto estranho na boca - sangue. Nervosa, acho que me mordi. Sua mão na minha perna me aperta, o que parece aliviar a tensão e o estresse piorados pela incessante sensação de ter a boca tomada por sangue. Mas eu corro ao banheiro, não aguento o enjoo. Quando volto, vejo-o jogado. O copo, vazio? Conteúdo indeterminado.

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Ando inspirada, influenciada pela Clarice Lispector. Parece mentira, mas é verdade. Peguei-me relembrando "A hora da Estrela", como existem Macabéas por aí. Mas é outra análise, outro momento. Outra prosa! Até!


Idades erradas

Eis uma situação recorrente. Você certamente já se deparou com adultos infantis e crianças adultas. Eu também e hoje eu encarei essa situação como que é atropelada por um objeto muito grande e rápido - um disco voador?

A situação: uma pessoa, no avançado da sua terceira década de vida, resolve se comportar como uma criança no jardim de infância. Birra era o menor dos problemas. Mesquinharia. Intromissão. Chatice mesmo. Eu comecei a achar que eu era o problema. Afinal, por defeito nos outros é fácil. Eu ponho o defeito em mim primeiro. Fiquei quieta, só analisando. Dia depois, pergunto para os outros: que acha de fulano? Os comentários foram os piores - bom, então não é comigo. Bom nada! Se o problema fosse comigo, eu resolvia, quando cai na mão dos outros, depende muito da vontade alheia e ah, meu querido, esperar a atitude do outro cansa!

Conversava isso com uma amiga mais nova que eu, fisicamente (5 anos de diferença?) e mentalmente (é, por vezes eu me considero uma idosa, de uns 70 anos)... Eis que me surpreendo: "Fulano nunca pertenceu ou quis entender nossa geração, é alienado e preconceituoso. Só pela fala, você já percebe a resistência à novidade e o que é diferente. A gente, com o nosso modo de vida, sempre incomodou". Ué, eu não percebi? Aonde estava meu tato observador?

A verdade é que hoje o pessoal que está na média dos 23 tem uma percepção diferente de quem tem seus 28 e ambas diferentes de quem já passou seus 35. Existem exceções, claro, mas a grande maioria das pessoas não conseguem entender o modo comportamental. O pessoal mais velho tem uma restrição de modus operandi dessa geração, não conseguem entender o senso de urgência, o imediatismo e, porque não dizer, a estética de vida atual. Tentam se adequar, mas não entendem como funciona esse processo na mente do mais novo. Ora, você nasceu quando tinha troca de moeda como quem troca de roupa, hoje o povo realmente troca de roupa, marca, cantor favorito... Se você não tinha opção de troca, agora tem. Troque! Reinvente-se!

Eu entendo o mais velho, mas penso diferente. O mais velho não me entende, e tenta impor. E aí, essa situação não é recorrente? É uma crise filosofal. Mas já que não se trata dos meus pais, desculpa aí se eu não tenho paciência para ladainha de criança de quase 40 anos.

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Pessoal, eu peço desculpa por isso. É um desabafo, uma crítica. Mas oh, produzi algumas micro prosas... Sorria!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Humanizando - a saída da era do consumo

Vou abrir um tempo das prosas enlouquecidas para falar da experiência que tive nos dias 11 e 12, participando do Social Media Brasil 2012. Encontrar pessoas diferentes de você, mas que convivem com os mesmos dilemas, abre a mente para as respostas que imaginamos nunca sermos capazes de dar.

O que mais me surpreendeu foi a postura dos palestrantes sobre o consumo. O tema recorrente é o consumo da redes sociais por quem não pertence a elite, o que eu designei de "como pescar a classe C". Fato: não fazemos parte de um país de milionários, a maior parte da população vive com renda familiar de 4 a 10 salários. Numa família de 2, 3 pessoas, entende-se que mesmo ganhando menos, elas possam fazer mais investimentos - ter acesso a tecnologia, principalmente. Numa família de mais integrantes, isso é mais complicado. Imagine 6 pessoas sobrevivendo com 4 salários. É, isso seria sobrevivência.

Mas não é por isso que a pessoa deixa de ter acesso, não é por isso que ela consome menos. Parafraseando Fabio Mariano, um dos palestrantes, quem gosta de coisa feia é intelectual. Eu nasci e cresci numa família que não era classe média mas se portava como tal - herança de anos difíceis de ditadura, escassez e até mesmo da infância complicada dos meus pais, em termos financeiros. E não só por isso entendo os anseios das chamadas classes populares. Quase todo mundo vira classe média no final do mês, quando sobra mês no fim do salário - pagar contas é uma arte que eu estou aprendendo de forma muito dura!

Humanizar sempre é a palavra-chave. É preciso humanizar o consumo, as relações. Para pensar ecologicamente, economicamente, sociologicamente. O que faz a diferença quando humanizamos é que damos uma espécie de satisfação ao universo, afinal alguém está ouvindo. Concordo sempre que falam que o homem pode desvirtuar uma ideia, mas é preciso trabalhar na mente desse homem. Educação para consumir, educação para criar. O próprio Fabio ressaltou que se quisermos continuar a ganhar dinheiro temos que exigir educação de qualidade nas bases. De nada adianta vender o computador de ponta se o cara não souber usar. E a galera da classe C troca, facilmente, certas "prioridades" por esses "supérfluos". Porque ninguém decide o que é supérfluo para você, nem deveria opinar sobre o que é prioridade.

Humanizar é informar, dar ferramentas para que cada um construa a sua vida. Humanizar é educar, é conscientizar. E essa foi a grande lição, na minha humilde opinião, das palestras. Está mais do que na hora de criarmos inovações, não esperar que os outros construam nosso caminho.

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Esse conceito já é antigo para mim. Acredito na força do abraço, do bom dia, do sorriso. Sorria, deseje bom dia e dê um abraço por dia - se sua vida não melhorar, faz banho de descarrego porque sinceramente... ;)

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Dia perfeito

Hoje é um dia perfeito. Daqueles que tudo deveria acontecer como eu planejo. Mas é um dia real, não de ilusões. Pacto com as amigas de que devíamos nos presentear com prazeres, para comemorar os dias perfeitos. Tento não pensar no que me daria prazer para poder presentear - ah, você não posso dar. Chocolates a sexo, uma infinidade de preços e vitrines glamourosas super convidativas. Estimo cinquenta reais ser mais que suficiente.

Mas nada poderia comprar o que mais me daria prazer agora. Ainda mais com um casal na minha frente, que se puxam mutuamente como um iô-iô que foge mas sempre retorna a grudar nos dedos. Telefone - "Amiga, cancela tudo! Ah, hoje é mais um dia banal, de dormir em cama vazia, jantar uma comida fria e se acabar num doce qualquer... Dia perfeito? Não, está horrível!".

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Meu dia até que foi bem legal :) Dia de palestras voltadas a mídias sociais... Foram bastantes enriquecedoras. E amanhã tem mais!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Da caminhada

Brisa nos cabelos presos com um pincel. Roupa de ginástica, a caminhada é longa. Um olhar duvidoso, dois olhares distraídos, três bem diretos, uns quatro reprovativos. Sentia a serenidade de uma nova fase da vida, a paz acompanhava seus passos. Dança leve, sorriso no rosto, música nos ouvidos - a mente vai longe. Toca Beirut, ele gosta. Nuvens em um céu claro, ele adora. Meu sorriso de satisfação, ele ama. Abre a porta, sorri. Como se agora a vida fizesse sentido. É, uma longa caminhada repleta de descobertas...

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Eu ouvi hoje o dia todo: Beirut - A candle's fire, linda!
"...Tonight we rest beside the fire
A smile upon your face
Just don't forget a candle's fire
Is only just a flame..."

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O tatuado

Eu olhei logo cedo o relógio. O pensamento é algo cruel, não estava na mesma sala. Ele e sua tatuagem, o pensamento estava na tatuagem. Um desenho simples, tribal, mas que o dava uma certeza de si mesmo, uma imponência. Antes, o desdém acompanhava com um choque o percorrer dos traços delineados. Agora, olhos percorrem o vazio tentando remontar o quebra-cabeça invisível.

Seu olhos expressivos retratados em uma foto simples, hipnotizavam. Deitado, agarrava a cintura de quem admirasse. Antes disso, conhecia seu corpo, cada músculo, cada nervo, cada ponto erógeno. Arrepiava-me constantemente só pela presença inquisitiva daquela imagem. Música de piano aliviavam os meus nervos tensionados, mas minha anatomia sentia a falta de continuidade.

Sentir e não ter é horrível. Insaciável desejo. Pernas contra pernas, mãos, peitos, cabelos, suores. O pior é admitir que ao encontro de duas vontades antigas, o prazer seria enfim degustado. Não era o cardápio de hoje. Sua boca tão suavemente desenhada, não estava na mesma sala. Para hoje, o sol pela janela e um olhar desolado. Onde está você, tatuado?

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Dia longo de internet falhando... Mas agora vai!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Sobre uma oração

Você já questionou a sua fé? Acredito que todo mundo passa com uma certa frequência por uma fase de questionamentos onde o sistema pessoal de crenças é revirado - o que é extremamente benéfico. Vou explicar: convicções são interessantes, mas verdadeiras limitadoras do horizonte que se pretende ampliar. Ontem, antes de pegar a estrada, fiz meu ritual. Simples, eu vou até a praia, faço uma oração pessoal e sigo adiante. O mar é meu altar. Minhas confissões são para Iemanjá - sim, sou espírita, a mais crítica dentre os espíritas que conheço, mas converso com Iemanjá, que era guardiã do meu pai.

Mas voltando ao que interessa: ontem, durante o ritual, pedi ao mar que me ofertasse um sinal de que minhas orações teriam resposta. Do tipo: "se tem alguém realmente me escutando, me manda um sinal de fumaça!". Assim que terminei, o mar estava calmo, com um banhista bem longe de onde eu estava - escadaria de uma espécie de píer quando o mar está alto. Como que do nada, vieram ondas maiores, que ao arrebentar nas pedras, foram me molhar. Levantei, voltei para a calçada e assisti, emocionada, às ondas lavarem toda a escadaria. Se eu não tivesse levantado, teria sido completamente molhada.

Costumo dizer que o mar é imprevisível, mas sua resposta veio com a força de Netuno. Agora respondo à minha própria pergunta: questiono minha fé todos os dias, como alguém que precisa ter certeza das coisas, mas nunca deixei de acreditar no poder do invisível.

E você?

domingo, 6 de maio de 2012

Borboletas

Queria tocar seus cabelos. Acordei com uma sensação amarga na boca que tinha certeza só passaria ao tocar seus cabelos. Seu nome, seu corpo, seu suor. Mas eu precisava dos cabelos. Poderiam ser pelos, mas tinham que ser seus. Meu olhar perdido no vazio: você não está. Meu apetite estragado pela ansiedade de sentir a textura dos fios louros sobre tua nuca.

Permiti-me ligar o computador e mandar-lhe uma mensagem, talvez me respondesse. Não, estava ocupado demais. Ainda assim eu me nauseava. Até comi, achando que o simples desjejum me deixaria melhor. Mas não, fiquei pior. O bolo de comida no estômago ricocheteava - mas que bela indigestão! Fruto de uma indisposição matinal? Não... Era a segunda vez seguida que me sentia mal.

Lembrei então dos seus cabelos: cuidadosamente despenteados, braços super bem torneados, a tatuagem, a barba. E o abraço. Não muito bem dado, mas foi nesse abraço, que cerquei sua cintura, e te envolvi. Você não é tímido, talvez entendesse a minha linguagem. Sentia meus braços na curvatura ideal para cercá-la novamente. Mas você não está aqui. Sinto o enjoo repetir. Agora sei: escrevo, porque se abrir a boca, sairá borboletas cheias de poesia.

Fechei meus olhos e lembrei dos seus, contornados pelos fios que desciam seu rosto. E o frio me correu a espinha: você pode não estar ao meu lado, mas já possui lugar em minha alma. Lindos olhos... Percorrerei o  mundo para vê-los novamente? Não sei. Mas tudo que eu queria era me ver refletida nos olhos seus.


Que lindos olhosQue lindos olhos Tem vocêQue ainda hojeQue ainda hojeEu repareiSe eu reparasseSe eu reparasseHa mais tempoEu não amavaEu não amavaQuem amei....
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Um sentimento caótico é a paixão. Arrebatadora, feroz, letal. E que dá todo o sentido da vida. Beijos!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Sintomas de Alquimia

Eu tinha um texto para hoje, meticulosamente pensado, estrategicamente digitado para me esconder em palavras que não falariam do que eu sinto. Oras, não é porque eu escrevo que eu sinto, apenas são coisas externas que ganham gramática quando me atingem... Mas tem quem acredite que eu sinto isso. Nem tudo. Não passa pela cabeça de quem acredita que eu tenha coisas sobre as quais eu realmente sinto e que não tenho a mínima coragem de dizer. Já disse antes, aprendi a viver no mundo que não tolera tímidos, mas não é por isso que perdi toda a minha timidez. 

Mentirosa? Não é o caso! Sou apenas uma pessoa que sem saber transformar palavras em poesia, para que assim fossem cantadas, as transforma em parágrafos. Sem ter uma história que queira ser lida, transcrevo a vida. 

Beijos - ao som da musa Mina, que me inspira enquanto jogo Paciência! :D

terça-feira, 1 de maio de 2012

De um caso com o nada...

De fatos e cartas, rodeada a cama. O vazio lota o espaço ao meu lado. O frio lota o espaço. O frio do vazio. Cartas que nunca enviei, fatos que nunca existiram. Vi um alguém que me lembrou de ti, mas não vi o rosto para saber se te assemelhavas. Poupei-me de tentar: você aqui? Raro estar! Aliás, mais! Impossível! Subi as escadas, peguei o elevador. Cada cabeçada era uma tentativa de aniquilar a lembrança. Mas a memória persiste: caso sofras de amor cruel, nada melhor que chá de sumiço; para amores inacabados, poesias de parnaso, e nos casos impossíveis, luxúria revolucionista! Ou no meu caso: unida ao nada, para sufocar um amor doloroso, prosa inadequada, com pitadas de pecado, saboreadas com vinagre sobre alguma bandeira libertária...

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Minha meta é encontrar pessoas que realmente façam a diferença. Vamos fazer algo de verdade? bjs!

sábado, 28 de abril de 2012

De quando eu matei o amor...

Brindei à vida e ao amor... Vida tenho de sobra, me faltou o amor. Não, amor eu tenho demais, plantei e ele se alastrou. Igual mato, sufocou todos os outros sentimentos. E daí eu só sabia amar... Peguei tudo que sobrava de mim e fui embora, abandonando todo o amor. Mas tal como João e Maria, acabei semeando o amor como migalhas que marcavam meu caminho. Ninguém me amou como eu me amei, porque ninguém consegue amar assim. Quando voltei, a tristeza senti: o amor secou, e a vida se esvaiu.

O pranto rolou, a bebida cuidou da ferida que abriu. A brindar pelos bons tempos, não desprovi o santo - oh, meu santo, tua dose é de lei (com mais fé em ti que goste do que em mim)! E não é que do teu gole renasceu o amor?

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Parados

Tinha o horário marcado. Não, esqueceu-se e acordou atrasado que desistiu. Se fosse caso de vida ou morte, já estaria velando a missa de sétimo dia. Tinha olhos virados, parados à janela, vendo o mundo passar. Conforme o tempo passava, se integrava ao passado - não havia nada que lhe chamasse a atenção para o hoje. Nem a memória. Os jornais acumulados à porta, a geladeira cheirava podre, e nada afirmava que vivia ali. Olhos atentos, como bolas de vidro, fixas. Estava ali parado ou pararam ele ali? Por hoje, fico sem resposta, porque olhando para ele, também parei.

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Hoje estou um pouco desconcentrada. Muitas coisas passam rápido à mente, com ideias que não acompanham o compasso da realização. O corpo é estático e, quando não, move-se devagar. As nuvens no céu são mais velozes do que eu, apesar de corpulentas. Fazia tempo que não escrevia, fiquei acumulando histórias até que algo valesse a pena ser lido. Neste momento, estou entre a cruz e a espada: nada vale ou tudo vale?

Beijos!

Admiração

Eu te admiro. Não por tua beleza, cheia de simetria e regularidades gregas; tampouco por teu intelecto, que ainda traz consigo vocabulários da Academia. Mas eu te admiro. Não pela tua sinceridade pueril, nem pela risada despretensiosa. Ainda assim te admiro. Não mesmo pelo gosto refinado e tão similar ao meu; e muito menos pelos anseios, entrelaçados aos meus. Não, nada disso influenciou na minha admiração por você. Você foi quem plantou isso em mim, com sorrisos largos, abraços carinhosos, palavras de afeto e gestos singelos que  tão simplesmente dominou meu ser.

domingo, 22 de abril de 2012

Como uma garota como você ainda está sozinha? Quais seus medos de estar com alguém? Oque pensa sobre namoro, gravidez e morar junto?

Estou sozinha? Estou comigo mesma! Não tenho medo de estar com alguém, só não encontrei quem faça a diferença no meu dia (e tem que ser recíproco, né?). Namoro é legal, filhos é um futuro que ainda não pensei e morar junto é uma colisão de universos que, se não houver tolerância e respeito, tende a ser o fim de uma existência conjunta.

Ask me anything

quinta-feira, 5 de abril de 2012

relações - a negociação

Toca. Antes eu atenderia de pronto. Não, hoje eu me recuso a atender. Na portaria, nomes específicos: "diga a esses que eu não estou, que o apartamento está fechado há dias". Existe um sentimento que não havia antes, a autossuficiência.

Existe a diferença entre um namoro de portão e como me conquistar hoje. Essa coisa melosa, nada prática, é legal porque mostra esforço. Mensagem de celular não. É prático, mas não. Eu tenho seu número, escrito em um papel. Não adianta ligar, reconheço seu número em qualquer lugar.

Mas você também não se esforça. Eu me esquivo. Oi, que me surge outro interessado. Paquerador. Não, eu não troco fácil, mas existe valores. É a lei do mercado, oferta e procura. Bye!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Pobreza espiritual...

Roubaram meu celular. Eu realmente fiquei possessa, por 5 minutos. Por uma hora, desesperada em cancelar a assinatura e outros benefícios vinculados. A alma, agitada. Minha mãe me disse: é só um aparelho. Não, não me estressei pelo aparelho. As lojas agora oferecem seguro e eu logicamente o fiz (vou pegar um celular novo e ainda melhor!). Mas as informações são parte de um bem poderoso...

O que faz alguém, dentro de uma biblioteca, roubar um celular? Dentro de uma biblioteca universitária, diga-se de passagem. Só vejo uma razão. Inveja, digna de uma pessoa pobre espiritualmente. Cabeça de um grão de arroz. O celular já ia fazer um ano, sofreu o acidente comigo ano passado (aliás, foi quem mais se acidentou depois do carro, ao cair no asfalto da Salim Farah Maluf)... Não era novo, nem bonito. Perdi informações, deixa pra lá. Espero que a pessoa faça bom uso dele...

domingo, 1 de abril de 2012

Mentira dizer que eu não gosto de você

Mentira dizer que eu não gosto de você. Como é mentira dizer que eu não te amei à primeira vista. Eu minto que não me afogo em teu olhar cativante, sou prisioneira desde o primeiro sorriso e minto, dizendo que te acho bobo demais. Fui presa fácil, seria motivo para te encher de tapas, mas queria mesmo era não mentir e te encher de beijos.

Mas eu minto. Dou risada quando te criticam quando queria mesmo era sair no tapa. Fecho a cara quando falam coisas boas, mas é ciúme também. E dou de costas quando dizem que você repara nas outras garotas, como se pudesse ignorar. Também mantenho meu ar enigmático quando percebo seu interesse nos meus assuntos... Mas eu não minto bem, eu apenas tento.

Sou como uma vidraça, transparente em alma. E se olhar bem no fundo... É, você está lá!

(Pensamento romântico no dia da mentira... Sem ser de mentira!)

Não minta

1º de abril - dia da mentira.

Mas tem muita coisa que não é mentira e vem nesse dia como se fosse. Não tente mentir para mim como mente para ti mesmo. Há pessoas que veem além de nós, o que está no outro também. Celebro os dias, o tempo, o momento. É preciso celebrar também esse dia que só homenageia os grandes mentirosos - afinal, como é preciso ser forte para viver algo irreal! Mas a tua mentira escrachada não encontra lugar. Nem conte, o silêncio é precioso demais...

quarta-feira, 28 de março de 2012

Criatividade - o retorno

Hoje discuti comigo mesma sobre criatividade. Um verdadeiro impulso criativo tomou conta de mim, amplamente focado em recriar conceitos que eu havia abandonado. Estranhamente eles sempre soaram como algo positivo. Por que eu os abandonei mesmo?

Eis que hoje eu tinha um compromisso, uma palestra de Dad Squarisi sobre redação para novas mídias. E foi bastante interessante ouvir a opinião de alguém que atua na área a mais tempo que eu. E concorda comigo que o leitor de hoje é feroz, ágil e faminto. Como um leão. Então por que o tratar como um boçal, dando tudo mastigado? Medo de que ele se canse? Desculpe, hoje ele já se cansa! E eu também. "Dê-me algo para pensar, refletir, matutar", pois o verdadeiro objetivo sempre é sair do conforto e inovar.

Daí que me pego retomando as ideias. Sim, eu os abandonei porque o contexto na época pesou contra a experimentação. Assim como pesa hoje. Mas eu tenho hoje as ferramentas que me faltaram ontem. E a disposição. E o tempo. Talvez falte a companhia, talvez não. Afinal, eu discuti comigo mesma.

terça-feira, 20 de março de 2012

Morfando em monstra

Um momento celibatário da vida e ao mesmo tempo de transformações profissionais. Resume tudo que eu sou e deveria por em prática. A verdade é que o ócio desgasta a gente de múltiplas formas. Você não trabalha, diminui suas atividades sociais, porque você não tem dinheiro para ir, mas você não conhece pessoas e logo, continua sem boas indicações de emprego. Você é solteiro, mas tanto faz se vai ou não para uma balada, não importa, você se torna um monstro social, que não sabe conviver (exceto se você for um exímio paquerador, você terminará inúmeras noites sozinho).

E após algum tempo nessa situação, já me classifico como parte dos monstros. Não faço muita questão de nada, atualmente passo o tempo sem pisar muitas vezes na rua. Alimento-me escrevendo textos que não me valem muita coisa (como esse texto), antes de fazer o que seria importante, como o jantar, o texto dos sites que eu escrevo, os contatos profissionais que eu deveria contactar...

Falta a rotina de trabalho, o compromisso assinado, o grupo do escritório, o paquera do bar. Sim, quando estamos trabalhando, achamos tudo isso odioso e daríamos tudo pelo ócio. E eu, no ócio, daria tudo para ter novamente o estresse!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Don't panic!

(Tradução do título: "não entre em pânico!")

Há momentos na vida em que buscamos algumas realizações que estão simplesmente fora de qualquer alcance. É o objetivo certo, você sabe, mas ele é tão distante que você nem sabe se ele pode existir. E as pessoas próximas nunca possuem na ponta da língua aquela palavra de apoio que você gostaria de ouvir. Bem... Não tenho exatamente boas notícias.

Algumas realizações nunca serão "realizadas". Acredite, há coisas que realmente ficam bem longe da rota que você traçou. E para aquele lado, nunca haverá atalho. Mas... Don't panic!

Falo com a experiência de uma pessoa que sempre cumpre as suas metas - mesmo que demore a concluir. Tenho algumas metas em aberto, é verdade, mas não desisti delas não. Algumas metas possuem uma capacidade de mutação que acaba tornando-as menos urgentes.

Mas como então persistir, realizar uma meta? Aqui eu coloco o que sempre funcionou comigo.

1-Metas claras: ter certeza do que se quer é o primeiro passo.

2-Não especifique demais!: uma coisa é sonhar em emagrecer, outra é se tornar a nova Gisele Bundchen; uma coisa é trabalhar na TV, outra é ser apresentador do Jornal Nacional: não é impossível, mas evitar dar nome aos bois é evitar frustrações por objetivos não concretizados com tanto êxito.

3-Coadjuvantes nas conquistas: quem você conhece que pode te ajudar de alguma forma? A famigerada rede de contatos sabe dos seus objetivos? Eles podem e querem te ajudar? (Vale lembrar que há momentos em que é preferível seguir sem tantos macacos no mesmo galho - vai que quebra, né?)

4-Passo a passo na geladeira (essa dica é a melhor): lembra das várias dietas que não deram certo? Das várias viagens canceladas por falta de grana? É, elas não deram certo porque faltou planejamento, né? Não, provavelmente elas não deram certo porque o planejamento estava NA GAVETA! Experimente colocar a guia da dieta na mira de visão na cozinha, naipe porta da geladeira. O planejamento das contas? Do lado do computador.

5-Exercite a paciência: o desespero pode bater, a vontade louca de comprar, de comer, de sair na rua de madrugada. Acredite, já tive tudo isso. Mas autocontrole é essencial: respiração, passiflora, academia, livros e até mesmo jogar paciência (é, aquele joguinho de carta!) pode te ajudar a ignorar uma crise de desespero. Se nada der certo, eu sempre mantenho uma garrafa de vinho (do tipo que me dê sono) em casa e brindo a mim mesma, com um pedaço de chocolate meio amargo (melhor que os outros chocolates) E DURMO! Dormir é excelente para acalmar o ânimo!

Tudo isso eu fiz. Faço até hoje em determinadas circunstâncias. Moro em uma kitchenette em São Paulo, o espaço é pequeno e as vezes observar as metas fixadas em alguma das paredes é mais torturante que qualquer coisa. É necessário fixá-las à mente, mas quando chegar ao nível de tortura, pare! Mantenha a sanidade e nunca entre em pânico!

terça-feira, 13 de março de 2012

O que é mesmo?

"Porque eu sei que é amor..."

Quis começar assim, com uma frase de música dos Titãs que eu gosto muito. Mas eu não sei se é amor. Aliás, ultimamente ando bem confusa em relação a tudo. Confusa em relação aos sentimentos, aos meus planos, aos meus desejos. Por sorte, um dos professores da pós-graduação colocou na primeira aula a seguinte frase:

"Se você não está confuso, você não sabe o que está acontecendo" (Jack Welch, da GE).

É, as coisas mudam muito rápido. Rápido demais. E assim a gente fica sem saber como definir. Como era mais fácil quando éramos crianças, né? A gente dizia o que doía e os "adultos" diziam o que era. Como faz falta um manual de "Como ser Adulto, de 2010 a 2020"...

Mas nem se fosse anuário ainda estaria correto: Volatile Times...né, Chris Corner?

Chega de citações. Estou sofrendo de dúvidas, o que é mais cruel que TPM, cólicas e falta de chocolate, ou tudo isso junto! Dúvidas cruéis, que não consolam. Aliás, desolam! Dúvidas sentimentais, dúvidas profissionais, dúvidas existenciais. Sem respostas. Nem múltipla escolha.

domingo, 11 de março de 2012

E o que é?

Algumas vezes me pego pensando se é amor. Pode ser, sabe? Dói, causa ciúmes, insônia, ansiedade. Só tua imagem numa foto de computador me acalma. Platônico. Mas Platão não tinha computador para entender essa nossa necessidade de uma imagem na qual não estamos. É tão estúpida essa vontade como se fosse estúpido o sentimento por você. Olhos vagando no vazio. Não, nada disso é estúpido. E os olhos voltam. A única coisa que tenho de ti é uma imagem. A chuva lá fora reflete a minha alma. Nada disso é estúpido, porém isso me fará boba aos teus olhos. Mas nada disso importa. Aqui dentro, a chuva só faz transbordar a vontade de te encontrar... Porque o sol sempre brilhará enquanto eu me satisfaço apenas de olhar.

É porque não te vejo. E também não saberia o que dizer. A alma dos tímidos nunca encontra abrigo nem respostas. Nem compreensão. Nem entendimento. Afinal de contas, o que eu sinto por ti? Vamos descobrir?

sábado, 10 de março de 2012

Olhando o tempo

Meus olhos se enchem na esperança de te encontrar. Olhar em teus olhos sem fugir do teu olhar, eis o meu desejo mais oculto. Mas te observo e nenhum dos teus olhares são em minha direção. Meus olhos não sabem por quais caminhos percorrer, só querem te encontrar. Invento sósias, falo às paredes sobre ti. Conto as horas, mas o tempo não passa. E quando finalmente te vejo... Ué, já acabou?

quinta-feira, 8 de março de 2012

Nas sombras

Hoje eu já chorei, já fiquei com raiva, já me senti besta, já dei risada com quem achava que não riria... Comprei algo que não precisava, me senti gorda... e cai de boca em um chocolate. Recebi uma cantada, li uma proposta de emprego indecente, mandei meu currículo, fiz faxina e malhei.

Esse era para ser um post sobre como é simples ser feliz. Mas a minha felicidade minguou... E a noite chega. E a tristeza chega. E a vontade chega. Mas a coragem não. Então eu torço pelo fim dos dias, para que eles fiquem menos cinza.

...Mesmo sob o sol, há sempre lugar para as sombras...

terça-feira, 6 de março de 2012

novo amor, velhas filosofias

Gente, estou apaixonada. Tá, você vai dizer que me apaixono fácil. Mentira! Acontece que eu acredito que possamos amar e nos apaixonar por várias pessoas ao mesmo tempo. Quanto mais pessoas, maior possibilidade de isso acontecer. E aconteceu, mais uma vez, no reino de além-serra. Um guri mais novo que eu, mas que parece ter uma boa cabeça, todo cavalheiro, sorridente.

Vontade de pegá-lo no colo, ouvir seus dilemas, tê-lo perto, conhecê-lo profundamente. Mas ainda sou a mesma de sempre, que comete sempre os mesmos erros.

Insegura, incapaz de desacelerar, de cortejar, de beneficiar o outro. Verdade? Não, mas eu falei que eu sou insegura? Tá, nem isso eu sou exatamente, mas me acho feia, acho que os outros só veem meus defeitos. Mas não, eles não veem nada disso. Eu, e só eu,é que não gosto de mim. Velhas filosofias... É como tomar banho com água barrenta e colocar uma roupa suja: nem a impressão é de que algo será diferente...

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Desabafo - parte 2

Não peço que me entenda,
Porque nem eu entendo.
Não peço que me estenda a mão,
É preciso aprender com o sofrimento.

Não quero que me ame,
se não for de coração
Nem te quero por inteiro,
Me serve só uma fração...

Eu não faço poesia,
Há regras demais.
Eu não traço prosas,
Esqueço os finais.

Eu te peço companhia,
Que seja meu "partner in crime",
Que consiga ver além.
Sou alguém que só pede respeito,
amizade e carinho,
Te devolvo tudo e muito mais.

... mas de que adianta você, independente de quem seja, vier como todos, que vem com o fluxo? Sou a torre do farol, posta contra a maré, que quebra as rochas em que me baseio, que leva à ruína meus fundamentos. E você, como uma gota de mar, não apenas me desestrutura, mas um dia me levará ao chão.

(Olá, pessoal. Estou triste, como podem notar. Carente, vendo que meus esforços não recebem reconhecimento nem quando concluo etapas importantes, visíveis. Infelizmente tudo que posto sobre como as pessoas não rasas e vazias é o que eu recebo delas, mesmo me derramando, me doando em todos os sentidos. Cada vez mais fria, por cada vez que só recebo mais amargura de quem um dia se disse amigo. Minha sina é seguir sozinha, com bem poucos ao meu lado. Mas enfim, não pretendo agradar gregos e romanos. Meu desejo é só um pouco de humanidade nos corações...)

Divagações

É muito difícil substituir uma pessoa, mas logicamente várias pessoas podem exercer funções similares em nossas vidas. Hoje, nesse momento, eu compartilho com vocês uma ansiedade. Um sentimento engraçado de sentir: gostar de forma semelhante (com diferenças) de pessoas bem diferentes.

Gostar com um sentimento de proteger, de querer fazer parte da vida daquela pessoa.

Confesso que me sinto mal por isso, gosto de dedicar meu afeto de forma direcionada... Mas as pessoas são diferentes e fazem você se apaixonar por elas em graus diferentes, e por mais que o sentimento seja parecido, começo a descobrir que elas querem receber de modos exclusivos a sua parte na atenção do dia-a-dia.

Divagações de quem sonhou com uma história meio "Dona Flor e seus dois maridos". Não, não me passa nem ter um quanto mais dois maridos. Mas através de sonhos, a vida fornece dados de que teremos muito a negociar com as pessoas em questão.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Recriar

Há fases na vida em que simplesmente paramos de buscar nossos erros porque eles cavalgam em nossa direção, na velocidade de um atropelamento de ideias. Nessas fases, eu busco sempre esvaziar tudo que há de velho ao meu redor, para que dê passagem ao novo.

Atualmente me encontro em uma dessas fases. Muita faxina, vários e vários sacos de lixo, muito cansaço. Purificar é exaustivo, depressivo e doloroso. Mas purifiquemos!

Purificar. Não há como realmente nos tornarmos puros, mas conseguimos eliminar o que há de sujo, incorreto, à nossa volta. Neste momento, purifico-me dos erros amorosos do passado. Errei demais. Escolhas sempre existem, mas onde estava a razão para nos tirar as dúvidas? Consigo conceber ideias antagônicas em meu passado, e é delas que pretendo me livrar. Assim como das pessoas que elas representam.

(vejo-me revivendo um sentimento por alguém do passado)

É, e acho todas as vezes que escrevi em pequenas notas o que por ele senti. Ansiedade em recriar momentos do passado, por mais que esses momentos, os originais, tenham sido bem dolorosos. Na verdade, uma mistura de alegria intensa que abria um entreato da tragédia pessoal que eu vivia. Sentimentos nostálgicos curam, não é?

"Poupe-me dos mesmos erros, das falsas virtudes e dos imbróglios amorosos. Quase tão paralisada pela minha própria inaptidão para a emoção quanto você, incapaz de se desvencilhar das bebidas e filosofias. Show para boêmios, somos dois palhaços canastrões, com alguns poucos trocados e ainda menos amigos a aplaudir. Ao fim da noite, ainda espero teus braços; senão passe livre para o paraíso, pelo menos interstício do inferno..."

É assim que me sinto. Fazem algumas noites que sonho com ele, meu pierrot.  Mas me sinto mais idiota que todos, por ter sido incapaz de tratá-lo como merecia quando eu realmente o tive próximo, lá no passado. Agora, ele é só parte de uma memória, grandiosa e bela. Mas irreal. Não o tive. Provavelmente nunca o terei ao meu lado novamente. Mas é parte do meu momento ansiar pelo ideal, por mais que com isso eu sofra. Pelo menos, não cometo mais os mesmos erros.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Feliz na falta

Hoje acordei motivada em um pensamento: o que é preciso para ser feliz. O que é preciso para você, que me lê nesse instante, se declarar feliz? Mais dinheiro, mais saúde, mais amor? Certamente alguma coisa lhe deixaria mais feliz do que você está agora. Mas mais felicidade te completa, ou te estraga?

Falta muita coisa para eu me declarar feliz, mas ao mesmo tempo eu sou feliz. Ter tudo não me faria feliz, lutar por aquilo que eu anseio é que me realiza. Seria assim só comigo?

Falta dinheiro, mas me realizo conforme arrumo jobs; gostaria de estar mais saudável, mas as pequenas melhoras são satisfatórias, e não me falta amor, falta quem o mereça.

Falta simplicidade, falta poesia, falta filosofia, falta paz à vida das pessoas em geral. Mas não para a minha.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Rótulos humanos

Sistematicamente, eu avalio as pessoas. Todas as pessoas, mesmo aquelas que querem se diferenciar das outras, podem ser "encaixadas" em um padrão. Não é simples, não mesmo. Mas é visível essa relação. As pessoas escolhem o rótulo pelo qual elas querem ser vistas.

Desde que pedi as contas do último emprego, conheci muita gente. Muitas embalagens sem rótulos definidos, muitos sorrisos de Monalisa em minha direção. Ainda que eu não queira saber o que cada um realmente é, eu sempre acabo por visualizar rótulos.

E o que mais me incomoda é quando esses rótulos vêm escrito "perigo: veneno" ou "cuidado: usar com cautela". Não que eu use pessoas, mas quando você não pode mergulhar de cabeça em uma personalidade, por que então se aventurar em conhecê-las?

Mas em algumas embalagens vêm escrito: "novidade", "aroma intenso", até "rende mais"... e que belo convite, heim?

Sinto-me anestesiada com tanta informação, tanta gente nova, tantos nomes, tantas faces. Muitas embalagens! Já se perguntou como se sente uma criança que ainda não sabe ler, mal entende o que se passa e é levada a um supermercado? Não é a toa que elas abrem o berreiro, é desesperador! Por que esse a gente pode e esse outro a gente não pode beber? Por que esse é importante e esse outro não? Por que tantos "por ques" surgem em nossa mente? Assim... 

E quando se é adulto, a resposta é tão automática que não é preciso ler: "Porque não pode!" E pronto. Mas será que o mesmo funciona com as pessoas? Será que não é possível reler os rótulos, sabe quem é ou não nocivo à saúde?

Acho tedioso quando dizem: foi por engano. Não, não foi. É preciso ousar, testar o diferente. Principalmente quando se avaliam pessoas. Reúno-as todas em um balaio, vejo quem vai me administrar a melhor junção para o dia e assim vou. Seria eu louca de beber detergente? "Deter gente" sempre me pareceu um nome de poção... Tipo aquelas que prometem o ser amado em pouco tempo. 

Mas eu uso rótulos em forma de roupas, uso aromas em forma de perfume, uso sabor em forma de palavras e gestos. E a essência, ah, o que eu realmente faço... É preciso mergulhar em uma personalidade para conhecê-la...


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Um delírio de amor...

Todos os dias alguém me fala que está apaixonado, amando ou que encontrou a alma gêmea. É estranho como as pessoas gostam de noticiar quando encontram alguém para se relacionar, a famigerada "outra metade da laranja".

Eu estive algum tempo fora da net pelo meu retiro, para fazer meu balanço emocional, mental e físico, como já tinha previamente mencionado que faria. Demorou mais do que eu gostaria. Nesse tempo, só facebook e e-mail, para alimentar o bicho interno chamado Curiosidade. E esse meu amigo, que vive navegando pela minha cabeça, me instigou a analisar profundamente os casais que conheço.

Vida exposta, brigas públicas, crises de ciúmes por razão aparentemente inútil. Coloco que quase 100% dos casais demonstraram ter um objetivo mas deixaram que a situação corresse inversa. Todos buscam aquela perfeição, dos casais compreensivos (com os amigos muito íntimos da namorada e as amigas desconhecidas e tão perfeitinhas do namorado), que nunca se estressam (por causa da visível falta de noção do(a) parceiro(a))... Um delírio, o Delírio do Amor perfeito.

Vamos lá:

  • NÃO EXISTE pessoas perfeitas - sim, seu namorado ou namorada peida, arrota, tem meleca no nariz e precisa fazer tosa (pelo menos higiênica) constantemente. Isso nós herdamos dos macacos... Quer uma pessoa que não faça isso? Espero milhões de anos para haver outra espécie evolutiva.
  • procuramos a PERFEIÇÃO QUE NÃO TEMOS - sim, procuramos alguém que nos complete, que venha a nos suprir no setores que somos falhos. Por exemplo: se sou desregulada com dinheiro, procuro alguém que saiba controlar para que eu sempre tenha dinheiro. Se eu nada sei de cozinha, procuro um chef. Enfim, pólos ativos no que somos passivos e vice versa. Mas essa junção nunca é muito perfeita, o que faz com que vivamos à procura do encaixe do Lego com o Playmobil.
  • casais perfeitos se bastam MUITO BEM SEPARADOS - ora, a não ser que você tenha um siamês, você só nasceu grudado a sua mãe. E é isso que a maioria dos parceiros esperam. Recorde-se sempre: após os 18, você não deve satisfação dos seus atos nem para a sua mãe... Somente para a Justiça (vai que resolve cometer um crime, né?)! Ou seja, se deixar que role hoje a cobrança, "aquele que cobra será cobrado", e por aí vai. Só faça aquilo que quer que façam com você. Por isso homens são sinceros e mulheres são observadoras. Os homens só querem que sejamos sinceras e nós, que eles consigam entender apenas de observar os pontos importantes.  

A essa altura você já entendeu que não dá para procurar a pessoa perfeita. Por isso que eu digo que essa relação ideal é um delírio de amor. Eu ficaria satisfeita não em encontrar o homem perfeito, mas sim um que entenda que nós sempre seremos um rascunho, um projeto inacabado, capaz de mudar até o último instante, mas ainda assim decidisse investir, acreditar que esse "projeto inacabado" é bom, mesmo que nunca se torne uma grande obra de arte...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ausente e ausente novamente... Mas sempre voltando

É, mais uma vez fiquei ausente. Falta do que falar certamente não foi. Amigos, confesso: medo! Medo de quem está lendo, medo de me interpretarem erroneamente. Tentei começar outro blog, menos pessoal. Não deu certo, não houve o relacionamento emocional que há com o nullpunkte. AQUI, posso dizer, esta a minha vida. Sim, minhas mudanças de planos, minhas instabilidades, quedas e reerguidas. Elas pautam esse blog. Meu motivo: sou geminiana, já falei da teoria de Rute & Raquel. Vi muita coisa e conheço muita gente, minha vida ganhou polaridades que eu não pude escolher. Quando dei por mim, já estavam lá.

E toda vez que me aprofundo entre elas (as polaridades), volto para cá. Meu porto seguro, meu "in between"... Ou seria meu único porto?

Tenho textos acumulados nesse meio tempo. Não, não pretendo postá-los: relendo, eu acabo por mostrar quão cruel eu posso me tornar até quão idiota me transformo para agradar...

Mas podem aguardar: "Eu voltei, mais uma vez!"

PS: Teoria confabulada sobre as idas e voltas - o blog é como eu, some de vez enquando. Porque eu sumo? Poxa, eu não sumi... sou onipresente!

domingo, 8 de janeiro de 2012

Ano novo, vida nova? - the mission!

Mas de novo?! Pois é 2011 acabou e cumpriu só metade do seu papel... a vida nova está pela metade e ainda tem resquícios da vida velha. É que acaba e começa ano e a gente deposita esperanças no que não é a gente, dizendo sempre "eu vou fazer a minha parte, mas os outros também tem que fazer"...

É aí que mora o problema: os outros. Expectativas são criadas diariamente, e 2011 me ensinou a viver sem esperar nada dos outros porque daí vem as frustrações e a tristeza. E muito dessa vida nova pela metade foi culpa minha, de ficar esperando dos outros o que eles não têm para oferecer. E aí a gente para, afinal "por que fazer hoje o que posso deixar para amanhã?"

O motivo de fazer hoje é simples: será que vai haver amanhã? O que faz pessoas se darem bem ou não na vida é o senso de oportunidade. Cavada ou surgida do nada, mas sempre aproveitada por aqueles que fazem a diferença.

Começo o ano aproveitando uma série de oportunidades. Acabei por desistir de uma série de coisas também (é, ainda não consigo estar em dois lugares ao mesmo tempo). Mas começo o ano domando meu senso de oportunidades e me testando quanto às expectativas. Apaixonada ainda, por um guri que não tá nem aí. Trabalhando duro, e fazendo uma série de cursos. Malhando, porque a meta de emagrecer é uma das principais agora. E vivendo. Muito. Intensamente.