Vou abrir um tempo das prosas enlouquecidas para falar da experiência que tive nos dias 11 e 12, participando do Social Media Brasil 2012. Encontrar pessoas diferentes de você, mas que convivem com os mesmos dilemas, abre a mente para as respostas que imaginamos nunca sermos capazes de dar.
O que mais me surpreendeu foi a postura dos palestrantes sobre o consumo. O tema recorrente é o consumo da redes sociais por quem não pertence a elite, o que eu designei de "como pescar a classe C". Fato: não fazemos parte de um país de milionários, a maior parte da população vive com renda familiar de 4 a 10 salários. Numa família de 2, 3 pessoas, entende-se que mesmo ganhando menos, elas possam fazer mais investimentos - ter acesso a tecnologia, principalmente. Numa família de mais integrantes, isso é mais complicado. Imagine 6 pessoas sobrevivendo com 4 salários. É, isso seria sobrevivência.
Mas não é por isso que a pessoa deixa de ter acesso, não é por isso que ela consome menos. Parafraseando Fabio Mariano, um dos palestrantes, quem gosta de coisa feia é intelectual. Eu nasci e cresci numa família que não era classe média mas se portava como tal - herança de anos difíceis de ditadura, escassez e até mesmo da infância complicada dos meus pais, em termos financeiros. E não só por isso entendo os anseios das chamadas classes populares. Quase todo mundo vira classe média no final do mês, quando sobra mês no fim do salário - pagar contas é uma arte que eu estou aprendendo de forma muito dura!
Humanizar sempre é a palavra-chave. É preciso humanizar o consumo, as relações. Para pensar ecologicamente, economicamente, sociologicamente. O que faz a diferença quando humanizamos é que damos uma espécie de satisfação ao universo, afinal alguém está ouvindo. Concordo sempre que falam que o homem pode desvirtuar uma ideia, mas é preciso trabalhar na mente desse homem. Educação para consumir, educação para criar. O próprio Fabio ressaltou que se quisermos continuar a ganhar dinheiro temos que exigir educação de qualidade nas bases. De nada adianta vender o computador de ponta se o cara não souber usar. E a galera da classe C troca, facilmente, certas "prioridades" por esses "supérfluos". Porque ninguém decide o que é supérfluo para você, nem deveria opinar sobre o que é prioridade.
Humanizar é informar, dar ferramentas para que cada um construa a sua vida. Humanizar é educar, é conscientizar. E essa foi a grande lição, na minha humilde opinião, das palestras. Está mais do que na hora de criarmos inovações, não esperar que os outros construam nosso caminho.
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Esse conceito já é antigo para mim. Acredito na força do abraço, do bom dia, do sorriso. Sorria, deseje bom dia e dê um abraço por dia - se sua vida não melhorar, faz banho de descarrego porque sinceramente... ;)
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Humanizando - a saída da era do consumo
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