Eu olhei logo cedo o relógio. O pensamento é algo cruel, não estava na mesma sala. Ele e sua tatuagem, o pensamento estava na tatuagem. Um desenho simples, tribal, mas que o dava uma certeza de si mesmo, uma imponência. Antes, o desdém acompanhava com um choque o percorrer dos traços delineados. Agora, olhos percorrem o vazio tentando remontar o quebra-cabeça invisível.
Seu olhos expressivos retratados em uma foto simples, hipnotizavam. Deitado, agarrava a cintura de quem admirasse. Antes disso, conhecia seu corpo, cada músculo, cada nervo, cada ponto erógeno. Arrepiava-me constantemente só pela presença inquisitiva daquela imagem. Música de piano aliviavam os meus nervos tensionados, mas minha anatomia sentia a falta de continuidade.
Sentir e não ter é horrível. Insaciável desejo. Pernas contra pernas, mãos, peitos, cabelos, suores. O pior é admitir que ao encontro de duas vontades antigas, o prazer seria enfim degustado. Não era o cardápio de hoje. Sua boca tão suavemente desenhada, não estava na mesma sala. Para hoje, o sol pela janela e um olhar desolado. Onde está você, tatuado?
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Dia longo de internet falhando... Mas agora vai!
quarta-feira, 9 de maio de 2012
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4 comentários:
Seria euzinho!! Não sabia que gostava de tatuagens,
tens vontade de ter uma também?
Não sei se seria vocêzinho, sr. Anônimo... Se te faz feliz, pode ser! Enfim, respondendo: vontade eu tenho, "não posso" (complexo explicar, uma hora posto sobre isso).
O que tatuaria?
A rosa no braço, a cruz no peito, o olho e chapéu do Laranja Mecânica na perna e a rosa dos ventos na nuca... E é, não tenho nenhuma, mas teria quatro. Para saciar a vontade, faço com henna, maquiagem ou arrumo umas bodypaintings e faço desenhos - Lavou, já era!
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