sexta-feira, 25 de maio de 2012

A chegada

Você chegou! Que bom, queria mesmo que viesse! Estava com saudades, já pensava que teria de ir atrás de você até o inferno ou sei lá em que bocada você se escondeu. Poxa, por que não ligou? Eu não mordo, a não ser que você peça! E se pedisse, eu sei que ia gostar. Porque eu não ia morder forte, ué! Devagarinho, sentindo sua pele em meus lábios, o gosto, o cheiro. 

Arrepiou? Pois é, eu te conheço! Você sempre tão abusado, tão safado e eu, a recatada, a fina, a "pra casar". Achava que eu não sabia te impressionar, te deixar tarado? Sonhava em beliscar sua bunda desde que te conheci! Sua cara de badboy, o festeiro da faculdade. Mas quando você me sorriu, eu sabia que eu teria você comigo algum momento, entre quatro paredes. Ah, meu amor, todas as outras mulheres que te conheceram não viram o teu sorriso como eu vi! Um sorriso de "te pego lá fora", que chamava para uma guerra que eu queria entrar! 

E lembra quando você ficou bravo comigo, porque eu fazia doce? Tudo que eu queria era te fazer um dengo, mas você se fechou de tal forma... Aí hoje eu fico tentando chamar sua atenção, curto tudo que você faz, adoro teu jeito fugaz de querer me ignorar. Mas querendo eu preencho os espaços, e fiz você chegar. E aqui você está!


Aqui, em meu peito...

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Desculpem os dias sem postar, mas meu site profissional está pronto!!! http://www.wix.com/viviankecioris/viviank - visitem!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A benção da Loucura

Baguncei o meu quarto, desarrumei a cama, joguei no chão o cobertor. Corri pelas escadas, despenteei os cabelos, chutei a lata de lixo. Queimei a comida, salguei o suco e adocei o feijão. Larguei a roupa no chão, rasguei a correspondência, derrubei o portão.

Ensandecida, eu? Não, manifestei minha normalidade. Tua ausência me completa de loucura, teu olhar é meu calmante, teu abraço é meu remédio tarja preta. Quero transcender você, mas não resisto a doses homeopáticas do teu ser!

Você nunca me nota, sequer me vê. Mas que triste sina é meu viver!

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Somos todos loucos, malucos, pirados. No escurecer do dia, você olhará a lua encobrir o sol e lembrará do sorriso encoberto de lágrimas. Mas quiseram os deuses que a memória fosse fraca e que o eclipse durasse nada - as lágrimas secaram, o sorriso voltou. A loucura é uma benção, a brincadeira de ser continua. A diversão é a vida maluca, e os insanos são felizes.

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Ás de criações deliberadas, muitos novos projetos e pessoas empolgadas. Adoro o eclipse solar de Gêmeos para começar a nova fase!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Nossa arte

Deite-se, pois em prosa eu me revelo. Seja meu ás poético, guardião feroz, tenro algoz. Tribal, nu, macho. Eu declamo poesia para ouvidos futriqueiros, para que Zephyr os leve para longe dos nossos corações ligeiros. Você é feito de desejo, músculos e atos, enquanto eu completo a canção com clarins, cabelos e unhas - devidamente fincadas em seus braços.

Mas você é o artista, e no fim dos dias, faz imagens de sonhos em cor. Revela meu preto e branco, o melhor e o pior do meu amor. E não me olha, convidativo. Sua imagem é ainda um anseio, teu corpo meu labirinto, tua alma meu exílio.

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Inspiração. Inspirador, me inspira, me transpira, me exala, me exila, me anima! Mas não, me ignora, me desola, me afasta, me desgasta. Não me ama, não me odeia... Não me esquece na solidão?

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**Mais duas micro-prosas, que beberam da fonte do Tatuado...

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Co(r)po

Sentados, com os olhos parados em um copo. Eu não entendia como ele não percebia a que ponto chegamos. Anos de convivência pacífica que dependiam de um sinal iluminado que determinaria as mais bruscas mudanças pela qual passaríamos. Ele queria guerra. Eu não sabia bem o que eu queria.

Não fazia muito tempo que nos reencontramos. O acaso fez sua parte para que todas as minhas tentativas de revê-lo fossem bem sucedidas. Perto dos olhos, mais perto do coração. Distante ainda próximo, e era tão próximo quando era distante...Eu havia errado em relação ao seu coração. E havia errado sobre o meu também. Gosto estranho na boca - sangue. Nervosa, acho que me mordi. Sua mão na minha perna me aperta, o que parece aliviar a tensão e o estresse piorados pela incessante sensação de ter a boca tomada por sangue. Mas eu corro ao banheiro, não aguento o enjoo. Quando volto, vejo-o jogado. O copo, vazio? Conteúdo indeterminado.

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Ando inspirada, influenciada pela Clarice Lispector. Parece mentira, mas é verdade. Peguei-me relembrando "A hora da Estrela", como existem Macabéas por aí. Mas é outra análise, outro momento. Outra prosa! Até!


Idades erradas

Eis uma situação recorrente. Você certamente já se deparou com adultos infantis e crianças adultas. Eu também e hoje eu encarei essa situação como que é atropelada por um objeto muito grande e rápido - um disco voador?

A situação: uma pessoa, no avançado da sua terceira década de vida, resolve se comportar como uma criança no jardim de infância. Birra era o menor dos problemas. Mesquinharia. Intromissão. Chatice mesmo. Eu comecei a achar que eu era o problema. Afinal, por defeito nos outros é fácil. Eu ponho o defeito em mim primeiro. Fiquei quieta, só analisando. Dia depois, pergunto para os outros: que acha de fulano? Os comentários foram os piores - bom, então não é comigo. Bom nada! Se o problema fosse comigo, eu resolvia, quando cai na mão dos outros, depende muito da vontade alheia e ah, meu querido, esperar a atitude do outro cansa!

Conversava isso com uma amiga mais nova que eu, fisicamente (5 anos de diferença?) e mentalmente (é, por vezes eu me considero uma idosa, de uns 70 anos)... Eis que me surpreendo: "Fulano nunca pertenceu ou quis entender nossa geração, é alienado e preconceituoso. Só pela fala, você já percebe a resistência à novidade e o que é diferente. A gente, com o nosso modo de vida, sempre incomodou". Ué, eu não percebi? Aonde estava meu tato observador?

A verdade é que hoje o pessoal que está na média dos 23 tem uma percepção diferente de quem tem seus 28 e ambas diferentes de quem já passou seus 35. Existem exceções, claro, mas a grande maioria das pessoas não conseguem entender o modo comportamental. O pessoal mais velho tem uma restrição de modus operandi dessa geração, não conseguem entender o senso de urgência, o imediatismo e, porque não dizer, a estética de vida atual. Tentam se adequar, mas não entendem como funciona esse processo na mente do mais novo. Ora, você nasceu quando tinha troca de moeda como quem troca de roupa, hoje o povo realmente troca de roupa, marca, cantor favorito... Se você não tinha opção de troca, agora tem. Troque! Reinvente-se!

Eu entendo o mais velho, mas penso diferente. O mais velho não me entende, e tenta impor. E aí, essa situação não é recorrente? É uma crise filosofal. Mas já que não se trata dos meus pais, desculpa aí se eu não tenho paciência para ladainha de criança de quase 40 anos.

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Pessoal, eu peço desculpa por isso. É um desabafo, uma crítica. Mas oh, produzi algumas micro prosas... Sorria!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Humanizando - a saída da era do consumo

Vou abrir um tempo das prosas enlouquecidas para falar da experiência que tive nos dias 11 e 12, participando do Social Media Brasil 2012. Encontrar pessoas diferentes de você, mas que convivem com os mesmos dilemas, abre a mente para as respostas que imaginamos nunca sermos capazes de dar.

O que mais me surpreendeu foi a postura dos palestrantes sobre o consumo. O tema recorrente é o consumo da redes sociais por quem não pertence a elite, o que eu designei de "como pescar a classe C". Fato: não fazemos parte de um país de milionários, a maior parte da população vive com renda familiar de 4 a 10 salários. Numa família de 2, 3 pessoas, entende-se que mesmo ganhando menos, elas possam fazer mais investimentos - ter acesso a tecnologia, principalmente. Numa família de mais integrantes, isso é mais complicado. Imagine 6 pessoas sobrevivendo com 4 salários. É, isso seria sobrevivência.

Mas não é por isso que a pessoa deixa de ter acesso, não é por isso que ela consome menos. Parafraseando Fabio Mariano, um dos palestrantes, quem gosta de coisa feia é intelectual. Eu nasci e cresci numa família que não era classe média mas se portava como tal - herança de anos difíceis de ditadura, escassez e até mesmo da infância complicada dos meus pais, em termos financeiros. E não só por isso entendo os anseios das chamadas classes populares. Quase todo mundo vira classe média no final do mês, quando sobra mês no fim do salário - pagar contas é uma arte que eu estou aprendendo de forma muito dura!

Humanizar sempre é a palavra-chave. É preciso humanizar o consumo, as relações. Para pensar ecologicamente, economicamente, sociologicamente. O que faz a diferença quando humanizamos é que damos uma espécie de satisfação ao universo, afinal alguém está ouvindo. Concordo sempre que falam que o homem pode desvirtuar uma ideia, mas é preciso trabalhar na mente desse homem. Educação para consumir, educação para criar. O próprio Fabio ressaltou que se quisermos continuar a ganhar dinheiro temos que exigir educação de qualidade nas bases. De nada adianta vender o computador de ponta se o cara não souber usar. E a galera da classe C troca, facilmente, certas "prioridades" por esses "supérfluos". Porque ninguém decide o que é supérfluo para você, nem deveria opinar sobre o que é prioridade.

Humanizar é informar, dar ferramentas para que cada um construa a sua vida. Humanizar é educar, é conscientizar. E essa foi a grande lição, na minha humilde opinião, das palestras. Está mais do que na hora de criarmos inovações, não esperar que os outros construam nosso caminho.

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Esse conceito já é antigo para mim. Acredito na força do abraço, do bom dia, do sorriso. Sorria, deseje bom dia e dê um abraço por dia - se sua vida não melhorar, faz banho de descarrego porque sinceramente... ;)

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Dia perfeito

Hoje é um dia perfeito. Daqueles que tudo deveria acontecer como eu planejo. Mas é um dia real, não de ilusões. Pacto com as amigas de que devíamos nos presentear com prazeres, para comemorar os dias perfeitos. Tento não pensar no que me daria prazer para poder presentear - ah, você não posso dar. Chocolates a sexo, uma infinidade de preços e vitrines glamourosas super convidativas. Estimo cinquenta reais ser mais que suficiente.

Mas nada poderia comprar o que mais me daria prazer agora. Ainda mais com um casal na minha frente, que se puxam mutuamente como um iô-iô que foge mas sempre retorna a grudar nos dedos. Telefone - "Amiga, cancela tudo! Ah, hoje é mais um dia banal, de dormir em cama vazia, jantar uma comida fria e se acabar num doce qualquer... Dia perfeito? Não, está horrível!".

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Meu dia até que foi bem legal :) Dia de palestras voltadas a mídias sociais... Foram bastantes enriquecedoras. E amanhã tem mais!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Da caminhada

Brisa nos cabelos presos com um pincel. Roupa de ginástica, a caminhada é longa. Um olhar duvidoso, dois olhares distraídos, três bem diretos, uns quatro reprovativos. Sentia a serenidade de uma nova fase da vida, a paz acompanhava seus passos. Dança leve, sorriso no rosto, música nos ouvidos - a mente vai longe. Toca Beirut, ele gosta. Nuvens em um céu claro, ele adora. Meu sorriso de satisfação, ele ama. Abre a porta, sorri. Como se agora a vida fizesse sentido. É, uma longa caminhada repleta de descobertas...

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Eu ouvi hoje o dia todo: Beirut - A candle's fire, linda!
"...Tonight we rest beside the fire
A smile upon your face
Just don't forget a candle's fire
Is only just a flame..."

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O tatuado

Eu olhei logo cedo o relógio. O pensamento é algo cruel, não estava na mesma sala. Ele e sua tatuagem, o pensamento estava na tatuagem. Um desenho simples, tribal, mas que o dava uma certeza de si mesmo, uma imponência. Antes, o desdém acompanhava com um choque o percorrer dos traços delineados. Agora, olhos percorrem o vazio tentando remontar o quebra-cabeça invisível.

Seu olhos expressivos retratados em uma foto simples, hipnotizavam. Deitado, agarrava a cintura de quem admirasse. Antes disso, conhecia seu corpo, cada músculo, cada nervo, cada ponto erógeno. Arrepiava-me constantemente só pela presença inquisitiva daquela imagem. Música de piano aliviavam os meus nervos tensionados, mas minha anatomia sentia a falta de continuidade.

Sentir e não ter é horrível. Insaciável desejo. Pernas contra pernas, mãos, peitos, cabelos, suores. O pior é admitir que ao encontro de duas vontades antigas, o prazer seria enfim degustado. Não era o cardápio de hoje. Sua boca tão suavemente desenhada, não estava na mesma sala. Para hoje, o sol pela janela e um olhar desolado. Onde está você, tatuado?

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Dia longo de internet falhando... Mas agora vai!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Sobre uma oração

Você já questionou a sua fé? Acredito que todo mundo passa com uma certa frequência por uma fase de questionamentos onde o sistema pessoal de crenças é revirado - o que é extremamente benéfico. Vou explicar: convicções são interessantes, mas verdadeiras limitadoras do horizonte que se pretende ampliar. Ontem, antes de pegar a estrada, fiz meu ritual. Simples, eu vou até a praia, faço uma oração pessoal e sigo adiante. O mar é meu altar. Minhas confissões são para Iemanjá - sim, sou espírita, a mais crítica dentre os espíritas que conheço, mas converso com Iemanjá, que era guardiã do meu pai.

Mas voltando ao que interessa: ontem, durante o ritual, pedi ao mar que me ofertasse um sinal de que minhas orações teriam resposta. Do tipo: "se tem alguém realmente me escutando, me manda um sinal de fumaça!". Assim que terminei, o mar estava calmo, com um banhista bem longe de onde eu estava - escadaria de uma espécie de píer quando o mar está alto. Como que do nada, vieram ondas maiores, que ao arrebentar nas pedras, foram me molhar. Levantei, voltei para a calçada e assisti, emocionada, às ondas lavarem toda a escadaria. Se eu não tivesse levantado, teria sido completamente molhada.

Costumo dizer que o mar é imprevisível, mas sua resposta veio com a força de Netuno. Agora respondo à minha própria pergunta: questiono minha fé todos os dias, como alguém que precisa ter certeza das coisas, mas nunca deixei de acreditar no poder do invisível.

E você?

domingo, 6 de maio de 2012

Borboletas

Queria tocar seus cabelos. Acordei com uma sensação amarga na boca que tinha certeza só passaria ao tocar seus cabelos. Seu nome, seu corpo, seu suor. Mas eu precisava dos cabelos. Poderiam ser pelos, mas tinham que ser seus. Meu olhar perdido no vazio: você não está. Meu apetite estragado pela ansiedade de sentir a textura dos fios louros sobre tua nuca.

Permiti-me ligar o computador e mandar-lhe uma mensagem, talvez me respondesse. Não, estava ocupado demais. Ainda assim eu me nauseava. Até comi, achando que o simples desjejum me deixaria melhor. Mas não, fiquei pior. O bolo de comida no estômago ricocheteava - mas que bela indigestão! Fruto de uma indisposição matinal? Não... Era a segunda vez seguida que me sentia mal.

Lembrei então dos seus cabelos: cuidadosamente despenteados, braços super bem torneados, a tatuagem, a barba. E o abraço. Não muito bem dado, mas foi nesse abraço, que cerquei sua cintura, e te envolvi. Você não é tímido, talvez entendesse a minha linguagem. Sentia meus braços na curvatura ideal para cercá-la novamente. Mas você não está aqui. Sinto o enjoo repetir. Agora sei: escrevo, porque se abrir a boca, sairá borboletas cheias de poesia.

Fechei meus olhos e lembrei dos seus, contornados pelos fios que desciam seu rosto. E o frio me correu a espinha: você pode não estar ao meu lado, mas já possui lugar em minha alma. Lindos olhos... Percorrerei o  mundo para vê-los novamente? Não sei. Mas tudo que eu queria era me ver refletida nos olhos seus.


Que lindos olhosQue lindos olhos Tem vocêQue ainda hojeQue ainda hojeEu repareiSe eu reparasseSe eu reparasseHa mais tempoEu não amavaEu não amavaQuem amei....
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Um sentimento caótico é a paixão. Arrebatadora, feroz, letal. E que dá todo o sentido da vida. Beijos!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Sintomas de Alquimia

Eu tinha um texto para hoje, meticulosamente pensado, estrategicamente digitado para me esconder em palavras que não falariam do que eu sinto. Oras, não é porque eu escrevo que eu sinto, apenas são coisas externas que ganham gramática quando me atingem... Mas tem quem acredite que eu sinto isso. Nem tudo. Não passa pela cabeça de quem acredita que eu tenha coisas sobre as quais eu realmente sinto e que não tenho a mínima coragem de dizer. Já disse antes, aprendi a viver no mundo que não tolera tímidos, mas não é por isso que perdi toda a minha timidez. 

Mentirosa? Não é o caso! Sou apenas uma pessoa que sem saber transformar palavras em poesia, para que assim fossem cantadas, as transforma em parágrafos. Sem ter uma história que queira ser lida, transcrevo a vida. 

Beijos - ao som da musa Mina, que me inspira enquanto jogo Paciência! :D

terça-feira, 1 de maio de 2012

De um caso com o nada...

De fatos e cartas, rodeada a cama. O vazio lota o espaço ao meu lado. O frio lota o espaço. O frio do vazio. Cartas que nunca enviei, fatos que nunca existiram. Vi um alguém que me lembrou de ti, mas não vi o rosto para saber se te assemelhavas. Poupei-me de tentar: você aqui? Raro estar! Aliás, mais! Impossível! Subi as escadas, peguei o elevador. Cada cabeçada era uma tentativa de aniquilar a lembrança. Mas a memória persiste: caso sofras de amor cruel, nada melhor que chá de sumiço; para amores inacabados, poesias de parnaso, e nos casos impossíveis, luxúria revolucionista! Ou no meu caso: unida ao nada, para sufocar um amor doloroso, prosa inadequada, com pitadas de pecado, saboreadas com vinagre sobre alguma bandeira libertária...

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Minha meta é encontrar pessoas que realmente façam a diferença. Vamos fazer algo de verdade? bjs!