quarta-feira, 27 de junho de 2012

Beleza do frio paulistano

Mais um dia frio na cidade de São Paulo. As pessoas estão bonitas e, veja lá, eu estou sóbria a dizer! É uma beleza pertencente ao frio, onde corpos esculturais dão lugar aos mais belos casacos e suas misteriosas combinações. Eu costumo dizer: o instinto namora o verão e a sedução namora o inverno. O inverno nos limita, mas com criatividade e bom gosto, não há problema estético que persista no inverno.

Comentava ainda outro dia o desespero de alguns conhecidos em arrumar quem ajude a esquentar o colchão. Eu, como boa solteira que sou, arrumei uma bela solução: manta de microfibra e secador de cabelo. Substitui completamente a necessidade de pagar um jantar, comprar a bebida e não irá replicar com minha TPM matinal e meu perfeccionismo. O travesseiro abraça como poucos e o espaço na cama é como uma piscina térmica, onde não há limites e você se lembra de como deveria ser bom ser um feto, ainda na barriga da mamãe...

A única coisa é que o travesseiro não beija, não tem a mão pesada que acaricia e a voz... Ah, ninguém responde. E também ninguém levantará para buscar qualquer coisa na cozinha! É só você. Eu? Eu durmo sim, mas de cansaço, quando nada disso faz diferença. Até o sono vir, estou por aí, socializando com os mais novos "belos" da cidade fria de São Paulo...

quinta-feira, 21 de junho de 2012

São Jorge

Vi a sua mão, cheia de anéis. Que medo senti, um maior que o outro. Casado, talvez. Mafioso, quem sabe? Eis que se aproxima e em um ato de cavalheirismo, abre a porta do carro. Ao fechá-la, bate o pino. É São Jorge em seu dedo anelar! Curiosa como sou, observei. Certamente torcedor do Corinthians, ou está a serviço para matar o dragão?


Mas nas suas várias facetas, eu via mais comparativos com o santo do que ele mesmo admitiria. Com certo olhar de burguês, está entre a plebe a caminhar. Não é santo, foi rebaixado e perdeu as asas. Age agora como nunca outrora. É, cadê teu cavalo branco e tua lança? Mas ainda tenta sobrepujar: esgueira o olhar, fixa e mata. Casado, não sei. Mafioso, possível. A serviço de São Jorge, para matar a todos, inclusive o dragão!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Eu voltei! (+ "Luzes!")

É, fiquei sem internet. Agora consegui regularizar meu acesso... Amanhã, texto novo! ;)

Por enquanto: Luzes!

Senti uma luz clara entrar pela janela. Linda, calma, azulada. O assobio do vento a anunciava. "Por que amanhece?", uma vez eu te perguntei. Você sorriu me dizendo que era preciso muita luz para ver as coisas belas do mundo. Ruborizada, vi em teu olhar, marcado pelos anos a mais, sofridos, que a luz do farol era a chave para descobrir o mundo. Só que mudei a ti também: admiras a luz agora, meu amigo, pois sabe que nada é belo se não houverem luzes para iluminar!