quinta-feira, 21 de junho de 2012

São Jorge

Vi a sua mão, cheia de anéis. Que medo senti, um maior que o outro. Casado, talvez. Mafioso, quem sabe? Eis que se aproxima e em um ato de cavalheirismo, abre a porta do carro. Ao fechá-la, bate o pino. É São Jorge em seu dedo anelar! Curiosa como sou, observei. Certamente torcedor do Corinthians, ou está a serviço para matar o dragão?


Mas nas suas várias facetas, eu via mais comparativos com o santo do que ele mesmo admitiria. Com certo olhar de burguês, está entre a plebe a caminhar. Não é santo, foi rebaixado e perdeu as asas. Age agora como nunca outrora. É, cadê teu cavalo branco e tua lança? Mas ainda tenta sobrepujar: esgueira o olhar, fixa e mata. Casado, não sei. Mafioso, possível. A serviço de São Jorge, para matar a todos, inclusive o dragão!

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