Enquanto a lua crescia no céu, cresceu em meu peito uma admiração. Não conseguia olhar seus olhos diretamente, eram penetrantes demais. Senti-me árvore jovem perto daquele jacarandá robusto em forma de gente. Menininha demais, cheia de frivolidades.
Elogiou meus frutos, minhas frases soltas. E eu, ainda com palavras escassas pela seca que me afligira, tentei criar frutos doces e suculentos.
Coma, prove de minha essência. É pouco, mas é o que tenho. Minhas raízes em minhas entranhas procuram um caminho novo, novos verbetes para traduzir novas sensações. Quero compartilhar o bem que tua sombra me traz. E sim, só de estar ao lado já resgato em mim algo que não pensava conseguir mais: paciência, devaneios livres de julgamentos, minha essência em prosa e poesia.