Sentados, com os olhos parados em um copo. Eu não entendia como ele não percebia a que ponto chegamos. Anos de convivência pacífica que dependiam de um sinal iluminado que determinaria as mais bruscas mudanças pela qual passaríamos. Ele queria guerra. Eu não sabia bem o que eu queria.
Não fazia muito tempo que nos reencontramos. O acaso fez sua parte para que todas as minhas tentativas de revê-lo fossem bem sucedidas. Perto dos olhos, mais perto do coração. Distante ainda próximo, e era tão próximo quando era distante...Eu havia errado em relação ao seu coração. E havia errado sobre o meu também. Gosto estranho na boca - sangue. Nervosa, acho que me mordi. Sua mão na minha perna me aperta, o que parece aliviar a tensão e o estresse piorados pela incessante sensação de ter a boca tomada por sangue. Mas eu corro ao banheiro, não aguento o enjoo. Quando volto, vejo-o jogado. O copo, vazio? Conteúdo indeterminado.
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Ando inspirada, influenciada pela Clarice Lispector. Parece mentira, mas é verdade. Peguei-me relembrando "A hora da Estrela", como existem Macabéas por aí. Mas é outra análise, outro momento. Outra prosa! Até!
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