quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Acenda!

As forças não mais se juntam, elas se esvaem. E os cabelos caem. Tal qual os fios no chão, as forças extraídas nada mais formam do que lixo. E um lixo enorme, que se forma a cada dia em um monstro sanguessuga.

Depressão. Vem um composto de lágrimas que corre para preencher o vazio que os outros abrem. Mas quem deixou eles entrarem senão nós mesmos? É de vocês que hoje eu corro, para que não tirem de mim o nada que eu tenho. Inveja, ciúme besta. E esse discurso de superioridade de quem nada tem também... Hoje eu corro para bem longe de vocês. Corro com todo o meu amor. Corro pela minha vida.

Ah, a liberdade! Tem gosto da luz do sol e o perfume cítrico do homem que me beija. Cores quentes como o calor do fogo, eis a vestimenta da liberdade. Acenda a luz para espantar as trevas, meu amor! Acenda o fogo da liberdade para qual corremos tanto! Acenda, apenas, e dê adeus à escuridão. E ascenda de toda a ilusão...

Um comentário:

Anônimo disse...

Falando assim de ilusão, me lembrou os ensinamentos de buda.
sabias palavras