O que vale a minha espera? De que é feito o teu desejo? Coisas efêmeras, voláteis, perecíveis no tempo e espaço. Não te pertenço, como não pertenço a ninguém. Nem posso dizer que tenho algo, pois o vazio completa o aterro sobre as emoções passadas. Não são flores, nem cubos de gelo, são detalhes de momentos iguais a esse, de infortúnios repletos de esquecimentos iguais ao teu.
Soube que as flores cortadas não conseguem esperar pelo nascer do sol. Soube também que os anseios dos amantes são os braços do ser amado, pela necessidade de sentir o calor do outro. E você repete o erro de achar que é eterno...
Não me traga flores. Não queira meus abraços. Antes tivesse aberto a porta, na hora em que chove... Eterno é um segundo de um desejo não realizado!
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário