Há em nós uma constante necessidade de aperfeiçoar, ter coisas novas e melhores. Sempre que alguém me fala que não se apega, que deseja sempre a última versão daquele produto e tal, eu me remeto a esse pensamento. Mas o que eu vejo hoje é um misto de desprezo por aquilo ou aqueles que sempre te ajudaram com um certo comodismo do velho em não pensar diferente.
O problema é que um dia todos seremos obsoletos, ultrapassados. Tentamos em vão não aplicar data de validade a nós mesmos, mas não chegamos nem perto de conseguir estender nossas utilidades. Se conseguíssemos entender que ser útil é mais importante do que ser importante. É como querer fazer qualquer receita culinária sem colher. "Vai que é tua, dedão!" pra mexer um suco simplesmente não dá!
Mas é normal (apesar de muitos estranharem) a infidelidade a tudo que temos, a quem sempre nos quis bem... Tão normal quanto primitivo. Quando os prazeres todos são realizados, voltamos ao desprezo, à necessidade de coisas melhores. Bestial como também seremos postos de lado - ou alguém pensa como o Rei Sol? Se tem dúvida, o que é ele hoje senão só uma página dos livros de História?
Uma hora também morreremos e não haverá páginas para nós nos livros de História...
sábado, 1 de setembro de 2012
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Um comentário:
As pessoas devem olhar para frente, novos horizontes, novos lugares, novos pensamentos. Mas olhamos para traz, as histórias que temos, que deixamos e que aprendemos. Queremos mais e melhor. São as coisas que aprendemos, as pessoas que conhecemos e enriquece nossa vida. Só não podemos deixar que o lado negro da vida envenene o presente e o futuro.
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