Um momento celibatário da vida e ao mesmo tempo de transformações profissionais. Resume tudo que eu sou e deveria por em prática. A verdade é que o ócio desgasta a gente de múltiplas formas. Você não trabalha, diminui suas atividades sociais, porque você não tem dinheiro para ir, mas você não conhece pessoas e logo, continua sem boas indicações de emprego. Você é solteiro, mas tanto faz se vai ou não para uma balada, não importa, você se torna um monstro social, que não sabe conviver (exceto se você for um exímio paquerador, você terminará inúmeras noites sozinho).
E após algum tempo nessa situação, já me classifico como parte dos monstros. Não faço muita questão de nada, atualmente passo o tempo sem pisar muitas vezes na rua. Alimento-me escrevendo textos que não me valem muita coisa (como esse texto), antes de fazer o que seria importante, como o jantar, o texto dos sites que eu escrevo, os contatos profissionais que eu deveria contactar...
Falta a rotina de trabalho, o compromisso assinado, o grupo do escritório, o paquera do bar. Sim, quando estamos trabalhando, achamos tudo isso odioso e daríamos tudo pelo ócio. E eu, no ócio, daria tudo para ter novamente o estresse!
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