Brindei à vida e ao amor... Vida tenho de sobra, me faltou o amor. Não, amor eu tenho demais, plantei e ele se alastrou. Igual mato, sufocou todos os outros sentimentos. E daí eu só sabia amar... Peguei tudo que sobrava de mim e fui embora, abandonando todo o amor. Mas tal como João e Maria, acabei semeando o amor como migalhas que marcavam meu caminho. Ninguém me amou como eu me amei, porque ninguém consegue amar assim. Quando voltei, a tristeza senti: o amor secou, e a vida se esvaiu.
O pranto rolou, a bebida cuidou da ferida que abriu. A brindar pelos bons tempos, não desprovi o santo - oh, meu santo, tua dose é de lei (com mais fé em ti que goste do que em mim)! E não é que do teu gole renasceu o amor?
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