Poesia é como uma vontade de gritar ao mundo. Expulsar os demônios, seus e dos outros.
Poema de desesperança
Soltei frases ao vento,
esperando que me respondesse
Olhando o céu ao relento
até que escurecesse.
Já não havia mais sol
tampouco um luar
procurava somente o farol:
a luz do teu olhar.
Pobre marinheiro,
que navega sem porto,
mais parece bandoleiro,
a se fingir de morto.
Eis que chegamos ao fim
não retornaremos ao lar.
Não haverá lápides de marfim
Estamos juntos no fundo do mar...
Estou vendo fotos antigas, de um mundo em que eu não tinha tido tantas decepções, para encontrar a inspiração. Se nada é motivo, se não há acalanto que acalme o coração, pelo menos que o saudosismo de boas histórias vividas sejam algo a cantar.
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