domingo, 11 de setembro de 2011

Obrigações

Quanto alguém pode mandar na sua vida? Digo mandar mesmo, e você fazer, como "vá em tal lugar e faça isso" e você vai e faz?

Eu fiquei pensando desde a hora que eu acordei (é, acordei cedo, dormi cedo de sábado... tô velha!) no quanto nós passamos obedecendo as vontades alheias. Nem falo de emprego, cerca de oito horas do dia obedecendo. Falo das "obrigações" com amigos, amores, parentes, aquelas que você normalmente não recebe nada em troca, quando não ouve um "não fez mais que a obrigação".

Já briguei muito por isso, passei tempos sem falar com alguns amigos, pelo simples questionar "mas quem me obriga?", e daí iniciar guerras em minha vida.

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Daí que ontem caiu uma ficha que estava meio emperrada: você sempre faz porque quer agradar o outro. E só se questiona quando o outro corta a sua vontade. Era uma discussão de um casal de amigos, um assunto tão irrelevante, mas ficaram por oras "brigando". Lembrei de uma velha conversa onde filosofava que era necessário criar discussões acaloradas para se ter assunto, descobrir quanto o outro presta atenção e, principalmente, fazer as pazes.

E hoje acordei pensando sobre algumas coisas: quantas vezes eu já deixei de fazer o que eu queria para agradar pessoas que não deram a mínima e hoje não estão aqui; quanto tempo eu desperdicei da minha vida fazendo algo inútil para alguém desprezível, como seria minha vida se eu tivesse aprendido a dizer não com ênfase!

Outra coisa sussurra em meu ouvido: será que alguém realmente tentou me agradar nesse tempo todo? O ficante atual toda vez pede que eu fale o que eu quero dele. Não sei se curto isso... meio submisso. Diz ele que a ex escolhia as roupas, o presente e até onde jantar e falava para ele fazer. Legal, mas e o que ele quer, é isso? Tenho alguns embates com ele por causa de situações assim.

Eu sei bem o que eu quero, mas morro de medo de pedir algo além do que está disponível. Aprendi a apreciar coisas boas, bonitas. Sou excêntrica, não nego o prático, barato, mas o comum não me anima. O pão com manteiga alimenta, mas não satisfaz o paladar.

O que eu queria agora? Voltar a dormir, preferência de conchinha... :)
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Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.
Friedrich Nietzsche

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PS: Mas mesmo que eu quisesse, hoje não tenho ninguém para essa missão, então vamos abraçar o travesseiro mesmo...

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