domingo, 9 de outubro de 2011
100 posts, 10 dicas essenciais!
Aviso: post longo, comemorativo. Escrito por mim, Vivz(Raquel), no decorrer de 3 dias...
Post especial, cambada! Chegamos ao número 100! Pois é, ponto zero chega ao 0.001 posts! Justamente quando começo a contar mais dele por aí, de que escrevo aqui as desventuras paulistanas... Justamente hoje, que estou em Santos! Mas como diz o jingle de toda manhã: "Não para, não para, tá na hora..." e a hora é de atualizar.
Dia 6 - minha vó paterna faleceu. Já vinha internada a algum tempo, estava sofrendo. Melhor assim!
Dia 7 - Fui no cartório resolver pendências minhas. Agora ficará mais fácil resolver as coisas...
Dia 8 - Saí com uma amiga, as venenosas deliciosamente más!
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Centésimo post publicado, centésima vez falando de relações humanas. Por que é tão difícil se entenderem? Por que raios os seres que deveriam pensar conseguem complicar as coisas?
Recebi a notícia do término de um relacionamento que eu achava que não teria fim. Motivo? Ciúme.
As pessoas infelizmente não sabem lidar umas com as outras. Não é dizer sim todas as vezes, mas também não é impor sempre, mesmo que se saiba que a sua opção era melhor. Uma vez me perguntaram o que eu pretendia da minha vida, como eu conseguia lidar com os meus sentimentos separando como se fossem duas pessoas. São, a Ruth e a Raquel (vide Mulheres de Areia, livro do Jorge Amado, que virou novela...).
Mas vamos explicar: relacionamentos são contratos. Implícitas as regras, mas existentes - independe de tipo de relacionamento; com o seu chefe, é o respeito; com a sua mãe, obediência; com os seus amigos, confiança, e por aí vai. E nos relacionamentos amorosos? Bem, eu sempre explico assim: só beijo na boca alguém que eu acredite que poderia ser a pessoa correta para estar ao meu lado quando eu morrer. Extremo, mas se você começar a refletir sobre o quanto um beijo na boca consegue te expor... A mesma coisa com sexo: só com alguém que eu achasse digno de fecundar um óvulo meu. Imagina se acontece, minha genética se misturar com a de um qualquer? Nem pensar! E depois, carregar a lembrança no ventre por 9 meses e ainda criar (minha índole não permitia abandonar para adoção depois dos 9 meses!)... Por isso que eu sempre disse que para os homens tudo é mais fácil.
Relacionamentos são contratos que, mesmo que você não aceite, ele passa a existir. Até o governo já entende isso: 5 anos juntos é união estável e tem o mesmo valor que casamento... Você pode não morar junto, mas a união já existe.
Antes que falem qualquer coisa, casamento não faz parte dos meus planos. Casar era bom na época dos meus pais, quando se acreditava na estrutura familiar como uma força extra. Agora, casar significa muito rachar o que pode estar bom assim. Mas eu acredito na família sim... como a da minha mãe, com os arranca rabo, quebra pau explícito quando rola estresse, o sangue italiano correndo. Não muito como a do meu pai, nervoso velado, típico da ascendência nórdica, desconta na bebida, e daí faz besteira... Apesar que meu pai não era assim.
Mas voltando aos relacionamentos: vejo como o problema é a falta de sinceridade. "Ah, mas pode magoar", mas eu digo que é mais certeza a mentira magoar do que a falta de verdade. Vou pegar meu relacionamento com o bofe de exemplo: sei que ele fica com outras além de mim. Mas desde que a gente começou a ficar, ele já ficou com várias que não fica mais e ainda vai ficar com muitas que não fica hoje. Vou eu proibir ele disso? Não, se eu fosse querer proibir, é melhor não ficar mais com ele. Os incomodados que se mudem. Assim como não é sempre que eu quero a companhia dele, nem sempre ele vai querer a minha.
O que eu espero de um relacionamento: carinho, cuidado com o outro. Se você conseguir cuidar de mim e da fulana, bom pra você - seja polígamo e se oficialize assim. Eu sou monógama, hétero e detesto a coisa "em cima do muro". Espero não um parceiro para dor de barriga ou na hora das contas (isso vem meio implícito no conjunto de regras de relacionamento de um modo geral), mas alguém que consiga ver o que eu sinto por dentro, nas horas boas e más, um companheiro de hoje até quando sexo e dinheiro não forem mais tão relevantes.
Mas eis que eu falo em cuidado. Pois os meus amigos, que terminaram o relacionamento, passam por isso. Um cuida do outro, mas não respeitam o espaço da individualidade do outro, o direito a conhecer pessoas além do um do contrato. O amigo falou para mim: "não existe como um homem querer ser amigo de uma mulher sem intenção". Se essa revelação tivesse sido passada anos atrás, faria diferença na minha vida. Agora, eu sei sem muito questionar: homem só é amigo de mulher se ele for gay, amores! Amigo mesmo. Se ele é hetero, tenha certeza: em algum momento ele achou que você tinha alguma utilidade para ele, seja emocional/sentimental ou física ou profissional/contatos e etc. Amigos heteros, só se ele for muito bem resolvido, o que no caso é bem complicado.
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Resumo:
Eis o que minha amiga não entendeu: o namorado dela acha que tem lobo sob pele de cordeiro.
Eis o que o meu amigo não entende: mulheres acreditam mais na amizade com homens do que nas amizades com mulheres (e sabem lidar com esses lobos, de alguma forma).
Eis o que meu bofe não entende: eu não quero exclusividade, mas quero uma porcentagem maior do que a que tenho hoje.
Eis o que eu não entendo: ele acredita que eu vou me sentir dona dele, que vou ter chilique de ciúmes, que vou implicar com ele.
E o que eu respondo:
1- sempre surgem interessados em mulheres com namorado.
2- mulheres não tem amigos, nem entre homens e nem entre mulheres. A única pessoa sincera com você é a que te fode, porque é isso que sempre vai acontecer. Então se você quer ter amigos mesmo, seja explicite o que pode e não pode nesse contrato.
3- exclusividade é 100%, eu ficaria completamente feliz de ser a acionista majoritária, 50%+1. E eu faço valer a pena!
4- dona eu já sou, de uns 15%.. :P Mas aí entenda: 5 minutos de chilique é normal (depois que passa, é como se nada tivesse acontecido) e na TPM eu implico até com a minha sombra. Vou implicar com todos, tendo ou não namorado. Mas acredite: eu me controlo, já fui bem pior.
Vou adicionar algumas dicas mais:
5- homens traem. Antropologicamente justificável: enquanto levamos um mês para soltar um único óvulo, eles matam 200 a 500 milhões de pseudo filhos a cada ejaculação.
6- daí explica-se a poligamia. "A mulher procura a metade da laranja; o homem, a metade da salada de fruta" - adorei a sinceridade dessa frase. Mas não justifica: hey, homem, você não deve repovoar o mundo sozinho, ok?
7- homens sempre planejam. Eles já tem tudo planejado, e é por isso que eles reclamam das mulheres. Somos "efeito surpresa", pode dar muito certo e pode dar tudo errado.
8- eles sonham com duas ou mais, mas mal conseguem manter uma. Eis porque eu divido em porcentagem o que você possui de um homem. Esperta é aquela que sabe o quanto tem do guri e se doa só na mesma proporção.
9- nós, mulheres, sonhamos com relacionamentos onde você acorde no dia seguinte ao lado do guri. Isso é o sonho. Tamanho de pênis, performance e outras coisas, a gente usa pra se gabar na hora que fizer aquele encontro de "amigas", que pode ser qualquer local e não o banheiro. E a realidade é (quase) sempre acordar sozinha...
e por último:
10- nós mulheres só percebemos malícia de outra mulher, e os homens só percebem de outros homens. Mas todos são maliciosos. Não deixe de captar os sinais.
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No fundo, eu acho que meus amigos vão voltar a namorar, que muito em breve o guri com quem eu saio vai querer parar de me ver e eu vou ficar um bom tempo sozinha. Mas não é o fim do mundo, só é chato porque meus amigos podiam estar bem agora e não estão e eu aprendi a gostar e respeitar o meu guri.
Espero logo ter coisas boas para falar das relações, que logo eu conte coisas legais sobre tudo isso...
Até o próximo post! Ah, e me deixa comentário, vá? Mesmo que anônimo! (esse ficou longo demais... termina aqui!)
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