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Eu vinha triste. E ficava cada vez mais triste. É muito complicado pra quem sempre morou em uma casa movimentada, se ver morando sozinha... Para alegria de algumas pessoas, eu estava mal mesmo.
Ontem, pouco antes de eu postar a mensagem anterior, eu fui agraciada com a companhia virtual de uma pessoa que me faz muita falta. Nunca foi presente, mas nunca esteve ausente. Patty, minha vida meu amor... Minha filosofia é proteger nome de amigos aqui, mas a Patty está acima do bem e do mal. Foi a primeira pessoa a me desejar feliz dia das crianças ("ah, a gente envelhece, mas se pudesse continuava no pega-pega"), a pedir desculpas por não me abraçar no dia 13... ("...é, eu nunca apareço mas eu te amU") e a me questionar: aonde foi parar a Vivian que tinha orgulho das conquistas?
Pois é... Além de eu ter perdido a vontade de comemorar, eu fui me afastando das minhas vontades de conquistar ainda mais. Da metade da conversa veio o post de ontem. Eu pensei, calha perfeito! Não calha não: eu nunca fui de esperar... que história é essa de esperar? Morrer no barranco? Nem pensar!
A Patty foi uma pseudo amiga em muitos momentos. Discutíamos, quase saímos no tapa por duas vezes (uma vez por causa do Bernardo, lembra? E a outra, o Bruno apartou)... mas a verdade é que sempre quisemos nos proteger. Dos falsos amigos, das pessoas erradas, dos que nos queriam mal. Lembro o dia que você tomou porre e tive que curar sua ressaca e te entregar inteira na casa dos seus pais. O que me fez perder o orgulho de quem eu era?
Quando nos separamos, pelas faculdades opostas e a diferença de idade pesou (sou a tia, me respeita!), eu perdi um pouco de mim. Eu sempre deixo muito de mim. Acabou que não sobrou quase nada de mim em mim!
Acredito no amor, acredito nas pessoas, mas deveria não ter deixado de acreditar nos sonhos, na ambição, no desejo... não devia ter deixado a malícia de lado. Devia ter me tornado fria sem ter esquecido minha racionalidade. Acabei me tornando oca: sem sentimentos profundos, sem razão e fria... O problema é que essa também não sou eu. Aí a Patty justificou o porquê ela é minha amiga: "Vida, se permita chorar, mas levanta a cabeça que teu papai não ia gostar. Você morar sozinha é uma baita conquista, que algumas pessoas nunca conseguirão. Você é mais, e nada disso teria acontecido se você não tivesse sonhado"
Gente, desabei. Colei esses trechos da nossa conversa. Até emocionei de novo. Eu andei me esquecendo de agradecer todos os dias por acordar e ver que esses sonhos já são realidade... em breve, outros se tornarão também... Esqueci de mostrar o lado bom da vida pra mim mesma.
A noite fechou com a participação do Anderson, meu papai substituto (um amigo meu, que me dá conselhos do mesmo jeito que meu pai me dava... acho até que baixa meu pai nele): "Não deixe que outros (pessoas) e "coisas" abracem sua mente. A mente é como a nossa casa, colocamos o que queremos, deixamos somente as pessoas queridas entrarem. Se a casa de uma pessoa é seu castelo. A mente pode ser o quintal sem muros."
Depois dessa, eu passei a noite fortificando o meu castelo, que agora é uma fortaleza disfarçada de casebre... Não vou dizer que recuperei meu brio, mas ele já é mais um gigante sonolento do que uma mera lembrança!
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Por hoje fico por aqui... vou no cinema daqui a algumas horinhas e ainda vou tomar banho, fazer aquela produção. Beijinhosss...
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