quinta-feira, 27 de junho de 2013

A Rebelião Candy Crush - parte 2

Algo normal nesses dias de protesto é a pessoa nem saber sobre o que está de fato protestando. E protestos sem força. São Pedro que o diga: chove e o protesto mingua! Mas ok, quem sou eu para falar, não é?

A participante indireta! Sem muito conhecimento de causa, mas com muita noção de onde eu estava, já participei de Parada Gay (ano passado, muito legal), Movimento Sem-Teto, Marcha das Vadias e Marcha da Maconha. Causa própria, nenhuma... Talvez das vadias, movimento que luta pelos direitos femininos, inspirado no Femen (pelo menos ganhou muita força depois que o Femen começou a ganhar destaque nos jornais).

"Não estou de acordo com aquilo que dizeis, mas lutarei até ao fim para que vos seja possível dizê-lo." - Voltaire

É nesse contexto que eu vou para a rua. Com os gastos da Copa? Tivesse protestado quando o Brasil se candidatou! Contra o Feliciano e a bancada religiosa? Eles estão faz tempo aí, e só meia dúzia fala a favor de um país laico! O povinho esquece que legislar em causa própria é a tendência... Permitiram que se formassem as panelas, dá nisso! Ninguém fala em benefício do outro, ninguém!

Por isso que eu vou para a rua com 5 ou 50 manifestantes, mas não 500 mil. Não deixa de ser a minha causa. E eu apoio sim, apesar da ironia. Mas quando a massa se ajunta, os ideais se perdem. Aproveitadores existem em qualquer lugar, basta que se dê oportunidade. Mas deixa eu perguntar: de quem é o prejuízo? Com 500 mil, claro, até a presidenta ouviu. Mas quem paga a conta? Em um grupo pequeno, rostos aparecem. Na multidão, é você e um milhão de outros vocês.

A tempo: sobre o transporte público, sou a favor de mais rotas de transporte humanizado: bicicleta, skate, patins, patinete, e mais investimentos em ferrovias e hidrovias, alternativas para transporte tradicional.

E só não participei porque, além da proibição médica, prefiro botar a mão na massa do que esperar que alguém me veja ou ouça no meio da tantas reclamações. Mais uma campanha do agasalho vindo e tem gente passando fome ao relento, alguém que tanto faz o preço da passagem de ônibus porque ela quer sobreviver a mais esse dia. E esse alguém continua sem voz.

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