quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O peso...

Até uns anos atrás, eu tinha uma visão bem centrada em mim. O complexo do meu mundo bem perto dos meus olhos...Não se tratava de egoismo, desse mal não sofro. Mas um ciúmes daquilo que eu considerava meu. Falei ainda bem pouco tempo atrás que o único ciúmes que eu tenho é de amigo. Olha, eu saía com um cara que saía com mais 7 gurias e eu não tinha ciúmes delas, tinha ciúmes quando era alguma história nova... É, você que não me conhece tão bem... Assim como alguns que acham que me conhecem e vão cair para trás... Meu ciúmes é medo de perder o espaço. Eis o complexo do meu mundo bem perto dos meus olhos.

Mas como falar em ciúme quando a oficial retoma seu espaço? Ah, meu... foi bom enquanto durou... e de herança ficaram os segredos, a cumplicidade no simples olhar. É, eu não era uma simples amante, mas eu era a amante.

Aliás, me aperfeiçoei nisso, depois que meu último ex terminou comigo e com uma amiga minha e, apesar de ter ficado mais tempo comigo, virar e dizer na minha cara que eu era a amante. 

Amante... e isso tem um peso! Em inglês, amante é lover (aquele que ama), bem como no português, apesar do peso adquirido como "a segunda, a substituta". A namorada, no mesmo inglês, é girlfriend (amiga)... é, reduzida a amiga. 

Depois de tantos relacionamentos malfadados... começo a entender o que anda acontecendo comigo. Eu virei a amante! Que responsabilidade, que peso!

Não, não estou envolvida em um meio de traições e canalhices. O cara com quem saio é solteiro. Só pesa a ideia de saber que além de mim ele saia com umas outras várias garotas, que acham que se tornarão as únicas. Ah, quanto engano! Conversava com uma outra mulher, mais velha. "Se o sexo está bom, não mexe! Se vira compromisso, ele vai buscar a diversão em outras tantas. O bom só é namorar!"

E vou dizer que não? O Nullpunkte vai entrar numa nova fase, não de libertinagem, mas de libertação emocional... Um desabafo explícito, da falta ou excesso de sacanagem na vida!

Respondendo à mulher: eu sei... o sexo vai bem, obrigada! A vontade era só que fossem mais vezes. Mas nem tudo dá para ser perfeito, né? Mas uma herança do primeiro que esse me reativou foi um pensamento: se homem pode sair com quantas quiser, por que mulher não?

Ah, lembra o nome do post? O peso... e sabe o que pesa? Responsabilidade. Além da própria ideia feminina de que mulher com dois caras é piranha, prostituta ou qualquer coisa do gênero (eu chamo esse povo de recalcado! Adorariam estar nessas condições... ah vá!), se rola uma gravidez, quem se ferra é a mulher! É filho, dependente dela por muito tempo... o homem? Paga a pensão e tá tudo certo... Vai dizer que não é pesado? 

Um comentário:

Anônimo disse...

te entendo muito Vivi e jamais vou te julgar, pelo contrário, até admiro seus atos insanos e humanos! porque, afinal, você está vivendo, sentindo e amando! sem aquela frescura toda de quem adora colocar limites ou proibições. você é livre para amar e livre para decidir o que é o certo e o melhor para você e para quem você ama! eu te amo e também tenho ciúmes de vc viu! se cuida miga, qualquer dia nóis brinda em sampa e ri muito muito da vida!