segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Todos os meus erros

Admitir erros é fundamental. E é minha prática de hoje... para resolver um problema, comece admitindo que eles existem!

1- sou ciumenta/possessiva: sim. Uma amiga minha de longa data disse que eu abro minhas asas sobre as pessoas e sem perceber passo a sufocá-las. Ainda me lembro do que ela disse: "não me incomodo, mas você não pode esperar das pessoas retribuam, que achem suas atitudes legais". Eu juro que eu tento mudar, mas me apego. Desde 2006, venho tentando a arte do desapego. Meu horóscopo insiste: jogue fora aquilo que te prende.  Problema é me controlar... Não consigo. E acabo magoando sem perceber.

+++ e agora?
Já fui pior. Agora, peço encarecidamente que as pessoas prejudicadas por isso tenham um pouco de sutileza e me avisem que estou sendo "mãezona" demais... Vou tentar achar a dose entre a indiferença que tenho por uns e a posse total sobre outros, ok?

2- ansiosa/estressada: lógico, foi por isso que eu fiz comunicação... Não iria ter paciência com exatas e biológicas! Sempre senti fisicamente a ansiedade, a agonia. Revira o estômago, a vontade é sair correndo... E desconto na comida. Desde a adolescência, ando às voltas com ansiolíticos e muita passiflora. É, passiflora por vezes deu conta, diminuía as sensações ruins. Mas e a língua felina, cortante na alma, o que para?

 +++ e agora?
Coitada da psicóloga... Mas a técnica que funciona e melhorei bastaaante: conto até 100 quando tô estressada. Antes de entrar em algum lugar, respiro fundo e ponho um sorriso no rosto, afinal meu mau humor ou meu estresse são problemas meus. Já a ansiedade é outro dilema: não melhoro! Em crises, vamos aos remédios tarja preta, mas e naquelas sensações iniciais. O psiquiatra manda tomar o remédio sempre, mas fico lesada quando tomo remédio. Quando posso, vou andar, dirigir... mas quando não, peço encarecidamente que me ajudem a ter calma e tenham muuuita paciência comigo.

3- Carência: é, espero eternamente o telefone tocar, e alguém me chamar. Aguardo o abraço, o carinho, o sorriso. E nesse processo, de perdas importantes, algumas vezes fico gélida, indiferente, outros momentos eu sou como uma criança, eterna dependente de afeto.

+++ e agora?
Como comecei o post: é admitindo o problema que buscamos resolver. Segundo passo: pedi desculpas a quem magoei. Terceiro passo: controlar a posse (me dá carinho, dá, dá... dááááá!). Então, a última pessoa que me desmontou, acabou pedindo espaço, e eu me senti como um cachorrinho chutado para escanteio. Mas é uma pessoa importante para mim, então... vamos nos controlar? Mas sem cair no chocolate, por favor! Conto, mais uma vez, com a colaboração dos amigos...

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Evito me expor... mas depois de um acontecido, decidi que é melhor expor do que sofrer sozinha. Muito do que passo são sintomas de depressão e síndrome do pânico. MAS EU NÃO TENHO SÍNDROME DO PÂNICO E ESTOU ME CURANDO DA DEPRESSÃO, OK? E antes de tudo isso, inclusive antes que me chamem de hipocondríaca, não estou afim de tomar remédios!

Por tudo isso é que preciso de ajuda. E por tudo isso que eu falo: antes de me julgar, me entenda. Não que eu tenha motivos para te magoar, mas será que eu posso ter um crédito? Pela amizade e amor que alguns dizem ter por mim, eu espero do fundo do peito que vocês me apoiem e me deem respaldo para sair dessa má fase de uma vez por todas.

Obrigada, meus anjos!

- esses problemas englobam meus principais erros. Mas é algo que eu preciso fazer: tirar as maçãs podres para poder guardar novas e saborosas maçãs!

+++ e agora?


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