terça-feira, 1 de setembro de 2020

Passado a limpo (+Carpe Diem)

Não farei retrospectiva do hiato em que não postei meus textos, muita coisa passou. Somente é importante a observação de que a vida mudou, e muito, de 2016 até hoje. Quatro anos não são quatro dias, 4 horas ou 4 meses - a fração de tempo de vida é maior do que me caberia contar.


Revisitar o passado serve apenas para incomodar o presente. Passado deve assim permanecer onde é seu lugar, no passado. Dizer isso - logo eu que faria qualquer coisa para estar com meu pai, que já pertence ao passado - é uma prova de quão diferente estou: sou grata ao passado, apegada a ele, mas que ele já não me serve, é real. Não posso e não irei esquecer, mas não posso me atar ao passado com o peso de grilhões, esperando que um dia se torne mais leve para que eu possa acompanhar o presente.


E oportuno é o momento para me desapegar: já não há mais tantas memórias físicas ou associações construídas em cima desse passado. Já não moro no mesmo lugar, não falo com as mesmas pessoas e nem faço as coisas que antes faria. Eis o tamanho da mudança.


De importante, a compra da minha caixinha de fósforos, em 2017. Ou meu apartamento, como preferir. Pequeno, porém meu: ter algo para chamar de seu, algo grandioso como uma moradia, traz mudanças absurdas na vida.


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Aproveitando que hoje é aniversário de um grande amigo, que me ensinou muito sobre o que é de fato ser Carpe Diem, faço uma observação: aproveitar ao máximo não é guardar para mais tarde, é consumir o que necessita naquela hora. Do pão quente, do café recém tirado, do espumante que eleva suas bolhinhas. Amanhã, o pão estará duro, o café frio e o espumante sem bolhas. Aproveite. Carpe Diem!

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