terça-feira, 22 de setembro de 2020

Sobre Evoé

 5 dias sem publicar, porque não conseguia escrever. Inúmeros textos não terminados. Hoje, escrevi Evoé cantando. Uma vontade de liberdade. A necessidade de gritar é forte, mas me pedem o silêncio. Não dá para engolir todos os sapos e achar que is coaxos vão acabar. 

Há um grito que é silencioso, mas que incomoda mais que o estridente agudo. A não-resposta vem com uma sutileza mas arremessa mais longe que bola de canhão. O que há de incomodar é a incerteza que mora dentro da mente dos que se acham demais.

Evoé é verbo, porque é uma atitude, é movimento. É cortar com o silêncio, mas não é responder. É grito de guerra, é a chamada pra ação, é o último e derradeiro levante. Balada do louco pois não há regra ou estratégia, é entrar em campo atirando.

Vejo como uma canção e não somente como poema, vejo como uma última taça de vinho ao deuses antes da partida.

Espero ter inspiração para escrever (foram alguns dias ouvindo grunge na intenção de retomar o fôlego) amanhã...

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